Giulio Sanmartini
Rio de janeiro, são 22 horas, na praça Tiradentes, Mayara passeia montada em sapatos de saltos altíssimos exibindo toda sua sensualidade em seu habitual lugar de trabalho. Todavia, dessa vez não são potenciais clientes, mas uma selva de fotógrafos que vieram avidamente a esse lugar, símbolo da prostituição, para o primeiro desfile de modas da Daspu.
A idéia partiu de Gabriela Leite, 58 anos, com mais de 20 passados nas calçadas do Rio, São Paulo e Belo Horizonte. Família de classe média, ex estudante de filosofia e ex secretária, diz ter-se dedicado ao trabalho mais antigo do mundo por curiosidade e rebeldia.
Em 1992 criou a ong Davida, em defesa dos direitos das prostitutas. Todavia, a falta de fundos estava ameaçando a organização de fechar as portas, assim Gabriela inventou a grife de confecções Daspu (das putas). Um nome que também evoca o templo de luxo da alta moda paulista.Daslu. Hoje, Daspu é uma marca que superou os limites nacionais.
Gabriela, enquanto isso escreveu seu primeiro livro e lançou-se na política filiando-se ao Partido Verde.
(*) Fonte: Vernerdi di Repubblica it.
Do blogueiro: É, no Brasil, quase tudo acaba em putaria mesmo.