E, para encerrar a Sercomtel, por hoje, onde foi parar a veia inovadora da empresa?

E para encerrar, por hoje, temas sobre a Sercomtel, a empresa sofre do mal da empresa pública. A empresa foi fundada em 1964 pelo então prefeito José Hosken de Novaes – que depois foi governador do Paraná por um breve período.

Na época em que ter telefone era coisa de gente muito rica, a Sercomtel foi uma das responsáveis pelo desenvolvimento da cidade. No começo dos anos 90 ainda pensava grande e conseguiu ser a primeira telefônica do interior do País a oferecer telefones celulares.

A ousadia e a busca constante por inovação foi parando por aí.

A Sercomtel passou a ser o cabidaço de emprego para muitos dos prefeitos de plantão, escalando presidentes e diretores que pouco ou nada entendiam do mercado de telefonia. Para piorar o quadro, os próprios funcionários – não todos é óbvio – entraram no ritimo de trabalho do servidor público convencional, acomodando-se nas funções, colocando nas prateleiras os arroubos de inovação, buscando só mesmo o tempo passar para a chegada da aposentadoria.

Em 20 e poucos anos a comunicação do mundo mudou de uma forma brutal, a concorrência com outras telefônicas, bem mais competitivas, aplicativos e outras formas de comunicação, somando a falta de arrojo e vontade de pensar lá na frente, transformaram a Sercomtel na empresa que é hoje, precisando quase sempre do apoio dos sócios para se manter em pé. No mundo globalizado, a impressão é que a Sercomtel só quer alcançar até a esquina, para não correr riscos.

E aí está o maior risco. Já que qualquer empresário sabe que não existe empreendimento sem riscos.

Se ela não se reinventar, será apenas mais uma lembrança na memória de Londrina.

7 comentários em “E, para encerrar a Sercomtel, por hoje, onde foi parar a veia inovadora da empresa?

  • 14/06/2017, 17:38 em 17:38
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    Lá se vai uma empresa que carregava o orgulho de ser Londrinense descendo ladeira abaixo.
    E para piorar, um dos que pertence ao clã Belinati é hoje o prefeito da cidade.
    Triste sina!

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  • 15/06/2017, 08:50 em 08:50
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    A veia inovadora foi colocar cabeças-de-bagre na gestão. Deu no que deu. E pior, continuam criando cargos é mais cargos. Tem uma empresa do grupo com o seguinte organograma: presidente, diretor, gerentes e coordenador, funcionário razo, chão de fábrica, não tem espaço! Kkkkkkkkkk

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  • 15/06/2017, 09:47 em 09:47
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    A veia inovadora está em permitir que empresária preste serviço “Voluntário” numa empresa de economia mista.

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  • 15/06/2017, 14:33 em 14:33
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    A veia inovadora morreu com um PCCS feito nas coxas e um PDV desastroso que travou a empresa e que causou indenizações e reconduções milionárias. Acho que o Adati deveria levar tudo isso pro MP averiguar.

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  • 15/06/2017, 16:22 em 16:22
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    Só para lembrar a INOVAÇÃO da família ADATI:
    – no Aurora Shopping o estacionamento da família incorporou o Sem Parar.
    – no Aeroporto uma flamante folha de sulfite informa que não aceita o Sem Parar no famoso estacionamento do aeroporto de Londrina, dominado pelo Estacenter da família Adati.
    – E ainda a antiga praça Santos Dumont foi detonada pela Infraero e nunca foi reconstruída.
    Nada de inversão de investimentos.

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  • 15/06/2017, 16:37 em 16:37
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    E bem isso aí Carlos. Um ex-recente-presidente, baseado num parecer “TABAJARA”, confeccionando pelo seu assessor (aprendiz de presidente), por meio de muita pressão psicológica e AMEAÇAS, demitiu vários funcionários, inclusive estáveis perante a constituíçao de 88. O resultado está aí. Os demitidos recorreram a justiça e ganharam em terceira instância o direito da reintegração. A empresa já está negociando a forma de pagamento das indenizaçoes. Por outro lado o expert administrador público “TABAJARA” , o chorão, responsável por esta lambança, conseguiu uma sinecura em Brasília no fundo de pensão dos Correios, com módico salário de R$ 50.000,00. Se não fosse o pai militar e influente na política, queria ver onde este trapalhão estaria laborando.

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  • 15/06/2017, 16:45 em 16:45
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    Ah! Não adianta vir com ameaça de processo viu? Estes fatos são notórios e a empresa é Pública, os mau-feitos não podem ser varridos para baixo do tapete como sempre fizeram, além de que a Lei da transparência exige a devida publicidade.

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