E se o Tsipras fosse prefeito de Curitiba?

*Por Bernardo Pilotto

No próximo domingo, 05 de julho, os gregos irão escolher, em plebiscito, se o governo do país, liderado pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras (da SYRIZA – Coalização da Esquerda Radical), deve aceitar (ou não) as imposições feitas pela Troika (formada pelo Banco Central Europeu, Comissão Europeia e FMI). O governo grego defende o voto “não”, contra as imposições da Troika, o que pode significar a saída da Grécia da Zona do Euro.

O plebiscito grego é um exemplo para o restante do mundo. Afinal, em quantos países a população teve chance de opinar de modo direto sobre os acordos de seus governos com instituições internacionais? Na maior parte dos casos, os governos são eleitos mentindo pra população sobre quais compromissos iriam assumir futuramente. E esses compromissos impactam diretamente a vida das pessoas. Na Grécia, por exemplo, a Troika exige corte de aposentadorias, privatizações, diminuição de salários, entre outros ataques aos direitos sociais e trabalhistas.

No calor dos debates, Tsipras anunciou que renunciaria caso o “sim” fosse vitorioso. Isso porque, argumentou ele, foi eleito para não deixar mais a Grécia a mercê dos ditames da Troika, com um programa político que visa garantir direitos aos trabalhadores e a maioria da população. A vitória do “sim” significa a impossibilidade de cumprir este programa. Neste caso, o melhor é renunciar e “começar de novo”.

Agora… já imaginaram se o “método Tsipras” fosse usado pelos políticos brasileiros? Sim, por estes mesmos políticos que tem o estelionato eleitoral como regra! Sem tempo e possibilidade de refletir sobre o que seria de nós com Tsipras na presidência e/ou no governo do estado (onde também temos contratos e acordos vindos de fora que esmagam a possibilidade de termos direitos), foco minha reflexão-brincadeira sobre a prefeitura de Curitiba. (continue lendo aqui)

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