Paçoca Memória: “O dedo no rabo”

O folclórico Oliveira, comerciante e morador do Parque Ouro Verde, em Londrina, sempre sonhou em ser vereador e concorria sempre, com votação nunca superando a marca dos 300 votos.
Numa das últimas eleições procurou o Chico Mestre, famoso articulador político da cidade, e exigiu que no comício no seu bairro, queria ser carregado até o palanque, nos ombros do povo, como fazia o (o ex-prefeito) Belinati. “Tudo bem, mas você paga os dois caras, ok?” – respondeu o Chico, com o que Oliveira concordou.

Chega o grande dia.

E lá vem o Oliveira carregado nos ombros dos dois fortões, saudando o povo.

De repente, começa a chutar e dar socos visivelmente irritado.

Chegando no palanque foi questionado: “Oliveira, você estava agredindo seu eleitorado?” – ao que ele respondeu: “eleitorado P…nenhuma. Estavam enfiando o dedo no meu rabo”.

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Sapos, bagres, pererecas e outros bichos

Por Reinaldo Azevedo/F.S.Paulo

Não em razão do tamanho do seu partido, mas do número de votos que obteve nas duas últimas eleições e do espaço que ocupa na imprensa, Marina Silva, a líder da Rede, se tornou a principal força auxiliar da presidente Dilma Rousseff. Nem boniteza nem precisão, mas esperteza. Aquele jeitinho de quem só toma vitamina de chuchu com rúcula esconde um modo bem cruento de fazer política.

Dilma e o PT fizeram de Michel Temer o seu principal adversário. A máquina federal entrou na disputa pela liderança no PMDB na Câmara e busca dificultar ao máximo a recondução de Temer à presidência do partido. A mão armada da turma é Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, investigado em seis inquéritos, mas nunca denunciado por Rodrigo Janot. (mais…)

Para reflexão: A ida do senador Álvaro Dias para o PV

O Senador Álvaro Dias foi eleito em 2014 com 4.101.848 de votos pelo PSDB. Em 2014 o Governador Beto Richa tinha boa aceitação e popularidade. O candidato à Presidente da República pelo PSDB Senador Aécio Neves adversário de Dilma Roussef.

Ambos os candidatos tinham grande aceitação no estado do Paraná, onde ambos tiveram votação expressiva. O Senador Álvaro Dias do PSDB disputou a eleição com candidatos de pouca expressão e péssimos de votos, o que possibilitou a votação que obteve.

O suplente do Senador Joel Malucelli do PSD, é aliado do governo Beto Richa. Todas as variáveis conspiravam para a reeleição  do Senador Álvaro Dias.

Durante o, primeiro ano após a eleição, o Senador Álvaro Dias  preparou sua saída do Partido que o elegeu com os votos dos eleitores que votaram no Senador Álvaro Dias do PSDB. Recentemente o Senador em visita a Londrina informou que estava saindo do PSDB, transferido sua filiação para o PV. (mais…)

Governo não pode subjugar militares

Luiz Carlos Hauly

Com o Brasil mergulhado numa profunda crise ética, política e econômica,  a presidente Dilma e seus assessores deveriam trabalhar exclusivamente para livrar o País desta iminente derrocada. Porém, fomos surpreendidos com o Decreto 8.515, assinado pela presidente Dilma, que tira autonomia dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para decidir sobre atos relativos ao pessoal militar.

Quando setores da sociedade cobram a volta dos militares, inconformados pelos desmandos de mais de 12 anos dos governos petistas, o mínimo que a presidente Dilma e seus assessores deveriam ter, é equilíbrio e bom senso para evitar qualquer cisão neste período delicado que o Brasil atravessa.  Ao assinar esse decreto, justamente à véspera do feriadão de 7 de Setembro, o Governo emite um recado confuso, escondendo suas reais intenções. (mais…)

Água e Esgoto: Municipalizar ou não o serviço

No início dos anos 90, quando era vereador na cidade, coletei mais de 20 mil assinaturas em favor da municipalização da Sanepar.  Fiz um trabalho de pesquisa por inúmeras cidades Brasileiras que mantém um serviço municipal de abastecimento de água e  esgoto.

Antes de entrar com o projeto de lei, chegamos a conclusão que é benéfico para a população e para a cidade de Londrina, pois em todas cidades que mantém tal serviços a população paga bem menos pelo serviço e a qualidade também é muito boa.  Um exemplo caseiro: Ibiporã, para não citar muitos outros, como acidade de Ribeirão Preto (mesmo porte de Londrina).

Quando propusemos a municipalização a desculpa sempre era a mesma. Quem paga o acervo da Sanepar? Ora, paga da forma que eles nos pagaram, com papéis.

Na verdade nenhum prefeito, até hoje, teve coragem de peitar o Estado, que sempre ameaça não enviar verbas pra cidade. Com a palavra o nosso prefeito Kireeff. O Estado não quer largar esta teta,  sem dizer que Londrina subsidia inúmeras cidades de pequeno porte de nossa região.

Célio Guergoletto
professor

Londrina tem que voltar a ser ousada

Os caras foram chegando por aqui na década de 1930 abrindo a picada com machados, enxadas e muita esperança.

O povoado se transformou em uma vila, a vila em cidade e hoje temos uma baita metrópole.

Hosken de Novaes, José Richa e Alvaro Dias foram os três governadores do Paraná que iniciaram suas carreiras políticas aqui.  E ainda tem esse que está no cargo hoje, nascido em Londrina.

No final da década de 70, enquanto Curitiba era Arena – que apoiava os governos militares – Londrina era MDB, oposição, briguenta e guerreira.

Londrina teve seus momentos de ousadia.

Os prefeitos Antonio Fernandes Sobrinho construiu o Lago Igapó; Dalton Paranaguá, o Moringão; José Richa, a Via Expressa e, em poucos meses o Estádio do Café;  Wilson Moreira abriu a Avenida Leste-Oeste; Antonio Belinati, o Autódromo Internacional Ayrton Senna.

Nos últimos anos a cidade parece ter esquecido o significado da palavra ousadia.

Envolvida em diferentes escândalos de corrupção, Londrina foi se apequenando politicamente. Parece que, depois de tanta bandalheira,  tornou-se poibido ousar.

De segunda cidade em arrecadação de ICMS, caiu para quarto o quinto lugar no estado, dependendo do ano.

Londrina, praticamente, parou nos últimos tempos.

E quando o prefeito Alexandre Kireeff diz que quer duplicar a PR 445 – 78 quilômetros entre Londrina e Mauá da Serra -, sim um ato de ousadia já que esta deveria ser uma obrigação do governo do Estado – chovem as mais diversas críticas. Vira um nhem, nhem, danado. Por que não tapa os buracos das ruas? Por que não capina as praças? etc, etc. Ora, quem disse que não se pode fazer tudo isso e muito mais? Cidade que quer crescer, se desenvolver, não pode ficar apenas discutindo capina e roçagem.

Sim há criticas construtivas de gente interessada em resolver o problema já que o governo do Paraná, que demonstra não ter grana e nem vontade, vai demorar até esse restinho de século para tomar uma posição. Só para lembrar, por uma decisão política, o então Álvaro Dias mandou duplicar a ligação entre Londrina e Maringá. Até hoje, uma solução para as duas cidades.

Há também as críticas puramente políticas, que não constroem, feitas apenas para desgastar este ou aquele personagem.

Ora, o fato é que a PR 445 precisa sim ser duplicada. Os motivos são óbvios: o tráfego de veículos é intenso; com o aumento do número de veículos, os acidentes tornaram-se mais frequentes e graves, com mortes; é importante para melhorar a infraestrutura viária da região para as indústrias instaladas e que precisam enviar seus produtos para exportação e outras frentes de consumo; a duplicação é essencial para o desenvolvimento da região metropolitana.

Não sei se a solução seria a Caixa de Previdência dos funcionários da prefeitura participar do empreendimento; se a prefeitura tem que pegar a grana do Banco Mundial; fazer Parceria Privada, etc.

O que não dá é para ficar como está.

Cláudio Osti, jornalista, nascido na Vila Recreio e otimista por convicção

E se o Tsipras fosse prefeito de Curitiba?

*Por Bernardo Pilotto

No próximo domingo, 05 de julho, os gregos irão escolher, em plebiscito, se o governo do país, liderado pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras (da SYRIZA – Coalização da Esquerda Radical), deve aceitar (ou não) as imposições feitas pela Troika (formada pelo Banco Central Europeu, Comissão Europeia e FMI). O governo grego defende o voto “não”, contra as imposições da Troika, o que pode significar a saída da Grécia da Zona do Euro.

O plebiscito grego é um exemplo para o restante do mundo. Afinal, em quantos países a população teve chance de opinar de modo direto sobre os acordos de seus governos com instituições internacionais? Na maior parte dos casos, os governos são eleitos mentindo pra população sobre quais compromissos iriam assumir futuramente. E esses compromissos impactam diretamente a vida das pessoas. Na Grécia, por exemplo, a Troika exige corte de aposentadorias, privatizações, diminuição de salários, entre outros ataques aos direitos sociais e trabalhistas.

No calor dos debates, Tsipras anunciou que renunciaria caso o “sim” fosse vitorioso. Isso porque, argumentou ele, foi eleito para não deixar mais a Grécia a mercê dos ditames da Troika, com um programa político que visa garantir direitos aos trabalhadores e a maioria da população. A vitória do “sim” significa a impossibilidade de cumprir este programa. Neste caso, o melhor é renunciar e “começar de novo”.

Agora… já imaginaram se o “método Tsipras” fosse usado pelos políticos brasileiros? Sim, por estes mesmos políticos que tem o estelionato eleitoral como regra! Sem tempo e possibilidade de refletir sobre o que seria de nós com Tsipras na presidência e/ou no governo do estado (onde também temos contratos e acordos vindos de fora que esmagam a possibilidade de termos direitos), foco minha reflexão-brincadeira sobre a prefeitura de Curitiba. (continue lendo aqui)

Volta da CPMF, mais uma sangria o bolso do contribuinte

Há sinais de que o governo está articulando a volta da famigerada Contribuição Provisória Sobre Movimentações Financeiras, a CPMF.

O tema foi abordado pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro,  durante o 5º Congresso do PT realizado no final de semana na Bahia. Chioro diz que seria uma CPMF diferente da anterior. Segundo disse a jornalistas, a ideia seria que a contribuição atingisse apenas as grandes fortunas, livrando os pobres e a classe média.

Por sua vez o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou a jornalistas que a CPMF não está sendo cogitada.

Dois ministros do governo de Dilma Rousseff falando sobre o mesmo tema, mas com opiniões, aparentemente, diferentes.

Quando falo aparentemente é porque mesmo negado por setores do governo, o tema está sim sendo discutido e pode em breve seguir como projeto de lei para a Câmara. Se a presidente Dilma realmente quisesse encerrar o assunto, pediria para que seu ministro da Saúde parasse de falar em CPMF ou negasse. Mas não é o que a gente percebe. Desde o primeiro mandato, Dilma Rousseff quer reavivar a CPMF para engordar ainda mais o caixa do governo.

Não se vê iniciativas sérias da presidente Dilma, como por exemplo, reduzir cargos comissionados, reduzir despesas desnecessárias, enxugar a máquina pública e dar mais eficiência a ela.

Nada disso. Falta dinheiro na conta do governo? O remédio deles é aumentar impostos, criar contribuições, etc. Economizar ou buscar a eficiência, parece ser um sacrilégio.

O fato é que as entidades empresariais precisam ficar atentas. Temos o dever de conversar com os parlamentares que representam nosso estado para que ajudem a barrar essa iniciativa. Os políticos são eleitos para trabalhar por nós, e não o contrário.

Temos que fazê-los entender que mais tributos significam mais sacrifício das empresas, da população.

Tudo tem limites, e este governo já passou há muito tempo.

Valter Orsi

Presidente do Sindimetal Londrina

O governo Richa, ao contrário da mulher de César, não consegue mostrar que é honesto

“À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta

A frase acima deveria ser autoexplicativa.

Mas, para o governador Beto Richa (PSDB), parece ser necessário colocar legenda ou contratar um tradutor intérprete.

É assustador como o governo Richa faz de tudo para demonstrar que as práticas políticas em seu governo são o que há de mais arcaico no mundo moderno. Talvez o clã Sarney consiga se equiparar ao que está acontecendo no governo do Paraná.

No discurso do governador as palavras são de moralidade. Mas que moralidade é esta que não se sustenta a uma simples pesquisa no diário oficial, nas relações pessoais, nas relações políticas?

Richa dizia não ter relações próximas com o primo Luiz Abi, tese tão frágil que caiu por terra segundos depois de ele ter pronunciado a informação.

Richa não se importa com o fato de seu parceiro de corridas, Márcio Albuquerque, ex-delegado da Receita Estadual, estar sendo acusado de ser o chefe de uma quadrilha que vem assaltado empresas e empresários, cobrando propinas astronômicas.

Richa tem prazer em se aliar a caciques políticos como Ricardo Barros, em Maringá e Antonio Belinati, em Londrina – só para citar alguns – que respondem a caminhões de processos de todos os tipos.

E a bandalheira parece ser seguida pelos seus assessores diretos.

O fotógrafo Marcelo Caramori, envolvido até o último clique em denúncias de prostituição e abuso sexual de menores, era comissionado do seu governo.

O ex-prefeito de Tamarana, Beto Siena, condenado por fraudes grotescas quando era prefeito, também virou seu assessor – porém, dias atrás, depois que este blog escancarou o caso, pediu exoneração do cargo.

E agora, mais uma benesse das tantas que Richa e seus parceiros concedem a apaniguados foi denunciada hoje no blog pelo jornalista José Maschio. A mulher do Secretário de Segurança, Fernando Francischini, Flávia Carolina, ganhou um cargo de assessora da Sanepar, com salário de R$ 13 mil.

Que exemplo está dando este governo, que exemplo está dando este ex-delegado da Polícia Federal, intitulado Secretário de Segurança.

Não há governo que aguente uma farra destas.

Não há cofre público que suporte tanta sangria para agradar os amigos e apaniguados.

Governador, nas próximas vezes em que o senhor for questionado sobre moralidade, o silêncio é a melhor alternativa.

O Coritiba já garantiu o troféu MiMiMi de Ouro 2015

Charge emprestada do Sassá

Confesso que nunca imaginei que pudesse acontecer o que está ocorrendo neste campeonato Paranaense. Os times de Curitiba – Paraná, Atlético e Coxa – se apequenando desta forma.

O Paraná Clube, com sérios problemas financeiros – mas com jogadores valentes – aos trancos e barrancos passou da primeira fase, mas caiu nas oitavas de final; o Atlético, com seu truculento e arrogante mandatário, luta para não despencar para a segunda divisão.

E agora, o Coritiba, que por décadas e décadas, foi beneficiado com arbitragens pouco cristãs, fazendo o maior MiMiMi porque foi derrotado em Londrina pelo Tubarão.

Nos jornais e blogues da Capital, o chororô dos jogadores e dirigentes do Coxa mostram bem o tamanho que se transformou o time que já foi campeão brasileiro e que era o bicho papão do Paraná.

Falam em pressionar a Federação Paranaense; falam em não aceitar este ou aquele árbitro; falam que este e aquele jogador do Londrina foram mais ríspidos na partida. Tudo porque o time perdeu em Londrina por 1 a zero no último fim de semana.

O Coxa reclama de um possível pênalti em Negueba. Sim, há os que interpretam a tal jogada como pênalti. Porém, o jogador Paulinho, atacante do Londrina, também foi derrubado na área do Coxa e o árbitro também não viu pênalti.

Então, dois pênaltis sem marcar, um para cada lado.

Lembro-me em 2013, no Estádio do Café, o árbitro da partida deixou de marcar três pênaltis contra o Coritiba. Um ano antes, outro árbitro anulara dois gols do Tubarão também em confronto com o alviverde.

São décadas de garfadas homéricas. Em uma delas, em 2012 em Curitiba, o agora deputado federal – não com o meu voto – o ex-árbitro Evandro Rogério Roman invalidou um gol olímpico do Londrina sobre o Coritiba. Deve ter entrado para o Guiness Book.

Sabe o que é mais curioso, não foi o possível erro de arbitragem que derrubou o Coritiba no Estádio do Café no domingo. O mérito é do golaço de Paulinho, do empenho dos jogadores do Londrina e da estratégia adotada. Os atletas do alviceleste marcaram forte em todos os centímetros do campo, não dando qualquer espaço para o Coxa.

Também contribuiu a péssima atuação da maioria dos jogadores do clube da capital de todos os curitibanos. A zaga foi lastimável em várias oportunidades. Já o atacante Wellington Paulista foi categoricamente anulado pela defesa alviceleste.

O MiMiMi dos jogadores do Coritiba e seus dirigentes, mostra o tamanho do atual time Coxa.

As ameaças dos últimos dias mostram que o Alviverde do Couto Pereira está muito, mas muito preocupado com o time que fez mais pontos em todo o campeonato de 2013 e que é o atual Campeão Paranaense.

Quem vai ganhar se classificar para a final?

Só no domingo à noite nós saberemos.

Mas de antemão já dá para identificar quem irá receber o Troféu MiMiMi de Ouro.

 

 

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Colheita maldita!

Por José Maschio
O Sindicalismo brasileiro está a colher o que plantou. Depois de uma fase de lutas (na redemocratização foi vital) o sindicalismo brasileiro acomodou-se, foi cuidar do institucional de cada categoria e, aos poucos, a abandonar suas bases.
A partir do governo Lula, fez uma leitura equivocada de que era poder, não se mobilizou nem mesmo para defender as reformas sociais do lulismo (importantes, mas aquém do necessário para a transformação real do país).
E pior: nas suas estruturas internas, adotou a cartilha neoliberal, terceirizou atividades meio (Imprensa, Jurídico e etc) e imaginou (ledo engano) que teria forças para atuar pela via institucional (a eleger representantes no Congresso).
Agora, com um Congresso reacionário, a tirar conquistas dos trabalhadores, o Sindicalismo, atônito, tenta convocar greve geral sem base de sustentação.
Ou os sindicalistas fazem uma mea culpa em suas categorias e trabalhem para recuperar o tempo perdido, ou o Sindicalismo estará fadado a nem mesmo existir. Pois outras conquistas históricas dos trabalhadores irão ruir com a atual correlação de forças no Congresso.

Nosso respeito à educação

Beto Richa

Antes mesmo de iniciarmos a primeira gestão, destacamos em nosso Plano de Governo que a Educação seria prioridade absoluta. E continua sendo.

Houve, infelizmente, o episódio da greve de servidores, que reconheço como legítima. No entanto, é importante registrar também o oportunismo político-partidário de adversários que ainda não absorveram a derrota nas últimas eleições, e que tentaram pegar carona na paralisação, espalhando falsas versões sobre o conteúdo das propostas enviadas à Assembleia Legislativa.

Depois de rodadas exaustivas de negociações, com toda a pauta de reivindicações atendida, não vejo motivos para a continuidade da greve, não há mais sentido para a manutenção deste movimento. Faço um apelo aos professores, que sempre mereceram todo o meu respeito e não é só da boca pra fora. Na prática, demonstrei o respeito na valorização dos professores, na busca de um ensino de qualidade para os estudantes de toda a rede estadual. Depois dos resultados do diálogo entre o governo e os representantes dos servidores, os estudantes e as famílias paranaenses não podem ser prejudicados.

Este é o desejo de pais e mães de estudantes. Repito: sempre tive a educação como prioridade absoluta do meu governo. Assim fiz na Prefeitura de Curitiba e agora na administração estadual.

Por uma questão de justiça, é preciso recordar ainda que foi o senador Roberto Requião que, quando governador, gravou vídeo dizendo que iria entrar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o piso nacional de salário dos professores. Hoje, pagamos acima do piso. Ele também entrou com uma Adin contra a hora-atividade, que é uma grande reivindicação dos professores. Ampliamos a hora-atividade em 75%. Professor do padrão de 20 horas ficava quatro horas fora da sala corrigindo provas, preparando aulas, e hoje fica sete horas fora da sala. Quem tem padrão de 40 horas fica 14 horas.

Meu antecessor vetou a lei da Faculdade Vizinhança Vale do Iguaçu (Vizivali), angustiando 30 mil professores e pedagogos que já aguardavam havia 10 anos o reconhecimento do curso de licenciatura em Pedagogia. Em seis meses, reconhecemos o curso.

Ele repassou R$ 118 milhões em quatro anos aos prefeitos para cobrir gastos com transporte escolar; nós repassamos R$ 318 milhões na primeira gestão, quatro vezes mais. Melhoramos a qualidade dos alimentos da merenda escolar, na qual foram investidos R$ 90 milhões de 2007 a 2010 e nós, de 2011 a 2104, investimos R$ 403 milhões; criamos as brigadas escolares, garantindo segurança aos alunos e profissionais que trabalham nas escolas. Para exemplificar, não havia nem extintor de incêndio nas escolas; compramos 7,5 mil extintores.

Trouxemos as Escolas Especiais (vinculadas às Apaes) para dentro da rede estadual de educação, com o programa “Todos Iguais pela Educação”, no qual foram investidos R$ 736 milhões em dois anos. Valorizamos os salários dos professores, com 60% de aumento, o maior da história do Paraná. Além disso, 37% dos professores e funcionários da rede estadual de educação foram contratados de 2011 a 2014. O fundo rotativo para a educação passou de R$ 209 milhões de 2008 a 2010 para R$ 340 milhões de 2011 a 1014, com 61% de aumento.

Para resumir a história: fechamos o ano de 2014 investindo 37,6% das nossas receitas em educação básica e superior, quando a Constituição Estadual nos impõe um índice mínimo de 30%. Esse investimento adicional representou mais R$ 1,8 bilhão aplicados na educação no ano passado.

Tivemos avanços importantíssimos que foram conquistados pelos professores e reconhecidos pelo nosso governo. Depois, quando tivemos um atraso de dois meses do terço de férias, causado inclusive por dificuldades financeiras criadas até pelo aumento de despesas com o próprio funcionalismo, o sindicato da categoria marcou uma greve.

Friso que não foi má vontade ou falta de vontade para pagarmos o terço. É que não tínhamos mesmo condições naquele momento de pagar o terço de férias e a rescisão dos professores temporários. Porém, já pagamos cerca de R$ 70 milhões dos temporários vamos pagar em março, em parcela única, o terço de férias aos professores, que foi o motivo de convocação da greve.

Continuo com crença inabalável de que a educação merece o respeito de todos. O nosso respeito é traduzido por investimentos, valorização dos profissionais e dos estudantes, melhorias em infraestrutura. E, saibam todos, assim será.

 

Beto Richa é governador do Paraná

Reflexos da Ditadura!

A dependência do transporte rodoviário, no transporte de cargas no país, é reflexo direto de decisões tomadas na Ditadura Militar. É, um país não se constrói por acaso, mas com planejamento a longo prazo.

E nosso planejamento sempre foi à reboque dos interesses privados e não da Nação.
No primeiro governo da Ditadura, de Humberto de Alencar Castelo Branco (15 de abril de 1964 a 15 de março de 1967) foram elaborados estudos para escolher o modal de transportes mais viável para o país.

Em discussão o transporte rodoviário, ferroviário e hidroviário. Em um país continental como o nosso, o ideal seria uma fusão dos três modais, com preferência para os transportes mais baratos, como ferrovia e hidrovia.
Mas não foi bem assim.

Com o lobby e promessas de instalação de montadoras no país, a indústria automobilística saiu vencedora. E o modal rodoviário foi contemplado. O preço dessa decisão, lucrativa decisão para a elite dirigente da ditadura (Roberto Campos à frente), é o que pagamos hoje. Transporte caro, ineficiente e que interfere diretamente na logística para o desenvolvimento econômico e social.

Por José Maschio, jornalista

Deputado Alex Canziani defende nova política previdenciária para os servidores

O deputado federal Alex Canziani (PTB) defende uma nova política previdenciária para os futuros funcionários públicos estaduais. Ele deixou clara a sua ideia na Câmara Municipal de Londrina durante o encontro que teve sábado de manhã com os servidores e professores que estão em greve por causa do pacote de medidas de ajuste fiscal recentemente encaminhado à Assembleia Legislativa pelo governo do Estado.
Segundo Canziani, o novo regime previdenciário que defende valeria somente, a partir da sanção da lei, para os novos concursados. “Para os atuais servidores continuaria a atual política em vigor, sem problema algum”, destacou ele para a plateia. “A proposta inicial é que o governo garanta até o teto do INSS. Acima disso, se o servidor que está sendo contratado quiser, este teria que contribuir com um fundo para complementar a sua aposentadoria.”
Alex Canziani lembrou aos participantes do encontro que, como deputado federal, ajudou a aprovar um projeto similar a nível federal, que já está em vigor: “Pensamos no futuro, na próxima geração de funcionários e na viabilidade efetiva do caixa para pagar as aposentadorias. O mesmo deveria ocorrer no Paraná, diante da crise que está acontecendo”.
O deputado destacou que, como parlamentar, ele tem a responsabilidade de pensar no futuro, e que a previdência “é uma questão que afeta o mundo inteiro”. Citou que hoje no Brasil há uma taxa de natalidade caindo e menos gente contribuindo com a Previdência: “Nós temos uma grande quantidade de pessoas que vão chegar daqui a dez, vinte ou trinta anos se aposentando. Temos que pensar em como poder arcar com isso de forma justa e equilibrada”. (mais…)

Troque o disco, governador

Artigo
Gleisi Hoffmann

Durante boa parte de seu mandato, para justificar as mazelas de seu governo, como a falta de gasolina em carros da polícia e a falta de pagamento a fornecedores, o governador do Paraná falou incansavelmente que os problemas eram culpa do governo federal, que discriminava o estado. Na campanha, a cantilena foi reforçada.

O Paraná é um dos estados que recebe os maiores investimentos para rodovias junto ao Ministério dos Transportes, por exemplo. Também foi o que mais recebeu, proporcionalmente, moradias do Minha Casa, Minha Vida. Foi contemplado ainda com ônibus escolares, creches, escolas, maquinários e todos os empréstimos foram liberados. Se houve demora, cabe exclusivamente à incompetência administrativa do governo estadual, que não conseguiu se adequar à Lei de Responsabilidade Fiscal, gastando mais do que arrecadava.

Agora, o governador volta ao disco arranhado: é por causa da crise nacional, do governos federal, que o Paraná precisa fazer ajustes. E mais, culpando o PT pelas manifestações, atribuindo-nos uma enorme capacidade de mobilização.

O PT apoia as manifestações, mas imputar a ele a realização das mesmas é desrespeitar a imensa maioria do funcionalismo público, que nem partido tem, e é esclarecido o suficiente para não se deixar manipular.

Como o Governador explica que o ICMS paranaense subiu 44% nos últimos anos, disparado o maior aumento de arrecadação entre todos os estados brasileiros? O problema é que a despesa, sem investimentos, aumentou 53% no mesmo período. Pelo que me consta não foi o governo federal que administrou o Paraná. Além disso, os empréstimos eram destinados a investimentos e repasse aos municípios e não a despesas de custeio.

Nem de longe as medidas do governo federal para retomar o crescimento da economia se assemelham ao que o governo quer fazer com os servidores no Paraná. As medidas foram apresentadas com tempo para discussão e debate na sociedade. Chegaram ao Congresso Nacional e foram ssubmetidas a ampla discussão, já contando com proposição de centenas de emendas pelos parlamentares.

Assuma a responsabilidade e governe o Paraná defendendo o que pensa e o que fez até então, mas sobretudo respeite os que divergem da sua opinião. Coragem e respeito são atributos fundamentais para quem pretende governar.

Gleisi Hoffmann, senadora da República (PT-PR)