Bombas de gás contra índios que faziam protestos em Brasília

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Indígenas e policiais militares e legislativos entraram em confronto, no início da tarde desta terça-feira (22), durante uma manifestação em frente ao Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília. Imagens mostram a correria em meio ao ato. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas, três policiais – dois legislativos e um PM – e dois indígenas.

A Câmara dos Deputados afirma que os manifestantes tentaram invadir o prédio. Segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), os policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta para dispersar os manifestantes. Já os indígenas atiraram flechas contra os seguranças (veja notas na íntegra mais abaixo).

Segundo a Câmara, um policial legislativo foi atingido por uma flechada na perna e um servidor administrativo foi ferido no tórax. Ambos foram levados a um hospital particular na Asa Sul. Um Polícia Militar levou uma flechada no pé. Ele foi atendido pela equipe médica da Câmara e liberado. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) disse que dois indígenas, um homem e uma mulher, ficaram feridos. Eles foram levados para o Hospital de Base e permaneciam em observação até a última atualização desta reportagem.
Segundo a PM, durante o ato, policiais legislativos do Congresso atiraram bombas de gás. Os militares foram acionados em seguida e chegaram ao local. A corporação afirma que a tropa de choque foi enviada para evitar mais confronto.
De acordo com a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, “os manifestantes vinham em marcha pacífica pela Esplanada dos Ministérios, quando foram recebidos com bombas de gás e efeito moral, a partir de uma barricada montada pelo Batalhão de Choque na entrada do Anexo 2 da Câmara”. (leia mais)

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