Comunicado da ACIL sobre o lockdown

foto Emerson Scada N.Com

A Associação Comercial e Industrial de Londrina – ACIL – considera que o setor produtivo não deve ser punido pela irresponsabilidade daqueles que desrespeitam os protocolos de segurança no combate à pandemia. Sabemos que as aglomerações são provocadas por uma pequena parcela da população, trazendo riscos à vida do próximo e imensos prejuízos a todos. O comércio, a indústria e os serviços vêm obedecendo todas as medidas preventivas e não se apresentam como focos de contaminação. Por esse motivo, deveriam ser poupados do lockdown decretado em todo o Paraná nesta sexta-feira (26).

Acreditamos que o poder público deveria intensificar a fiscalização para coibir festas, churrascos e outras celebrações clandestinas; coibir a prática de esportes coletivos; restringir o consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos e a circulação de pessoas entre 23hs e 5hs. É fundamental que o número de leitos hospitalares seja ampliado em todo o estado.

Também cobramos do Governo Federal maior agilidade e eficiência na fabricação, aquisição e distribuição de vacinas, para que toda a população seja protegida o mais rápido possível.

O empresário não deve arcar com o prejuízo provocado por quem desrespeita a lei. Muitas empresas já estão fragilizadas pela crise e vão fechar definitivamente, aumentando o desemprego e reduzindo a renda das famílias – muitas delas sem condições financeiras de se preparar para o lockdown. O fechamento do setor produtivo abala a economia e tem eficácia reduzida no combate ao vírus. Em muitos casos, acaba provocando mais prejuízo do que benefício.

Saúde e economia devem caminhar lado a lado em situações de crise. Sem uma economia fortalecida, a saúde não se sustenta. A ACIL se mantém solidária aos empresários e colaboradores que precisam sustentar suas famílias. Enquanto os estabelecimentos fecham as portas, os irresponsáveis permanecem impunes.

Contamos com o poder público e a sociedade civil organizada para intensificarmos a segurança e a prevenção no combate implacável ao vírus. É preciso retomar a economia com urgência para gerar emprego, renda, e, principalmente, salvar vidas.

14 thoughts on “Comunicado da ACIL sobre o lockdown

  • 26/02/2021, 15:27 em 15:27
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    1 – Quantas doses de vacina a ACIL e as demais Associações Comerciais pretendem comprar/patrocinar para doar aos municípios para aplicação na população, encurtando assim os períodos de lockdown que temos vivido?
    2 – Quantas cartas, ofícios ou pedidos a ACIL em conjunto com as demais Associações Comerciais enviaram aos deputados federais do Paraná e ao senhor Ministro da Saúde e ao senhor Presidente da República solicitando celeridade na compra, logística e aplicação das vacinas na população para que saiamos dessa crise e da necessidade constante e recorrente de lockdown’s que prejudicam todo o comércio e o setor de serviços de Londrina, do Paraná e do Brasil?
    3 – Se não enviou tal pedido aos deputados, Ministro da Saúde e Presidente porque ainda não o fez?

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  • 26/02/2021, 18:14 em 18:14
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    Ali na Sergipe tem um Bar que vários ligados a Acil sempre estão. E ai ? Dois pesos duas medidas. Viva a coragem dos Belinatis aqui

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  • 26/02/2021, 19:31 em 19:31
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    Estou ficando louco será? É só passar pelo calçadão que vc vê lojas cheias e com gente aglomerada. A ACIL deveria fiscalizar melhor os seus associados.

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  • 26/02/2021, 20:00 em 20:00
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    As lojas até podem estar respeitando os protocolos de segurança no combate à pandemia da covid-19/20. Até porque não custa muito botar um frasquinho de álcool em gel na entrada das lojas e os funcionários usarem máscaras. Mas botar a economia pra funcionar, como reivindicava a Acil lá no ano passado, encheu os ônibus de trabalhadores de manhã e no final da tarde, principalmente, e o coronavírus se popularizou. Saiu da Gleba Palhano e de outros bairros de bacanas – cujos moradores trouxeram a doença da Europa, dos Estados Unidos, das reuniõe$ da avenida Paulista – e se espalhou pela cidade. Sentar sobre seu próprio rabo enquanto fala do rabo do vizinho virou moda no Brasil, inclusive o presidente do Pernil também faz isso com muita frequência.

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  • 26/02/2021, 21:28 em 21:28
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    Se a situação não fosse dramática, eu estaria dando boas gargalhadas com essa notinha da Acil. O coronavírus teve eficientes e importantes aliados no Brasil inteiro, mas muito mais no Sul do país e, em Londrina, são incontáveis. Neste ano de pandemia, vimos lojas com vítimas fatais do corona que nem fecharam suas portas em respeito aos mortos. Soubemos de lojas com surtos da doença que nem notícia rendeu. Em muitas lojas, o frasquinho de álcool em gel repousa abandonado num cantinho qualquer na entrada, não há funcionário medindo febre e, quando mede, parece um robô repetindo “pode entrar”. E por aí vai…

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  • 26/02/2021, 22:03 em 22:03
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    Será que a turma do “foda-se quem morrer” já está preparando seus carrões para, em carreata, exigir a abertura do comércio? Só uma explicação: a turma do “foda-se quem morrer” tem outros títulos: a turma do “covid é uma gripezinha”, do “todo mundo vai morrer mesmo”, do “coronavírus já está acabando”, do “imunização boa é com a contaminação pelo vírus mesmo”, do “a vachina não passa de chip chinês”.

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  • 26/02/2021, 22:12 em 22:12
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    Em respeito aos oito londrinenses que morreram hoje de covid, a Acil pelo menos deveria se manter em silêncio.

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  • 27/02/2021, 08:17 em 08:17
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    Visão obtusa de quem fica sentadinho numa confortável sala da ACIL. Primeiro que não é uma “pequena parcela da populacao” descumprindo as normas, segundo , e aí discordo totalmente que o comércio vêm obedecendo todas as medidas preventivas, vou citar apenas um ex. Um supermercado situado na Vila Casoni, esta se limitando a deixar o Álcool disponível na entrada do estabelecimento, não estão verificando a temperatura, não higienizam mais carrinhos e cestas de compras principalmente, não estão controlando um número mínimo de clientes que entram no mercado. Este é somente um exemplo ACIL. Em vez de ficar criticando o fechamento, critiquem o genocida que deixou de tomar medidas para matar no ninho este vírus letal.

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  • 27/02/2021, 08:26 em 08:26
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    Infelizmente a população e os políticos de modo geral não entenderam que Para evitar o colapso, é preciso “afastar o presidente e instituir governo de salvação nacional” ( do site o Antagonista). E eu estou indignado com a passividade das Instituições, OAB’s e principalmente da populacao que parece que esta em transe, aceitando esse descalabro e desprezo por parte do Governo Federal que dia sim no outro também continua sabotando a saude pública e atentando contra a vida do brasileiro.

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  • 27/02/2021, 11:13 em 11:13
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    Como a gente conhece muito bem o campo político da Acil, esse comunicado não passa de meras obviedades, pra não dizer sandices.

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  • 27/02/2021, 16:19 em 16:19
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    Reflexo de uma cidade que deu mais de 70% pro Demonio que mora no Planalto

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  • 28/02/2021, 13:39 em 13:39
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    O olhar que condena as aglomerações nos eventos sociais deveria ser o mesmo que contempla (ou deveria contemplar) os ônibus lotados com seus empregados. Realmente não consigo olhar com simpatia quem se recusa a se sacrificar durante uma semana para que haja menos doentes e mortes nos hospitais.

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  • 28/02/2021, 21:38 em 21:38
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    Aposto que esses irresponsáveis que se aglomeram em churrascos e outros eventos sociais não são empresários e amigos de empresários ou seus filhos e parentes próximos. Aposto também que nenhum lojista, a partir de segunda, vai manter aberta ou semiaberta a porta de seu negócio para “fazer entrega de vendas por whatsapp” (um jeitinho de manter a porta aberta e fazer uma vendinha ou outra no balcão da loja) ou vai avisar seus clientes que “estamos fazendo atendimento interno, bata à porta”. Não, gente, os empresários de Londrina seguem rigorosamente os protocolos para proteção contra o coronavírus como garante a Acil.

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  • 01/03/2021, 10:50 em 10:50
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    Acil continua sem rumo e agora estilo coluna social.

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