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Cláudio Osti

Demitidos de terceirizada da Sanepar vão à Câmara pedir ajuda

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Da Assessoria

Os vereadores da Câmara Municipal de Londrina vão enviar um ofício à Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), ao governo do estado e à Prefeitura solicitando agilidade no repasse de valores devidos a trabalhadores da Empresa de Saneamento Ambiental e Concessões (Esac), terceirizada que respondia pelo fechamento de buracos asfálticos abertos pela companhia na cidade. Nesta quinta, a 1ª Vara do Trabalho de Londrina, em medida cautelar, determinou à Sanepar o bloqueio R$ 1,5 milhão dos recursos que a Esac teria para receber da companhia. O valor deve ser usado para pagamento de direitos a funcionários dispensados em massa pela terceirizada e que até o momento não receberam o salário de novembro nem as verbas rescisórias.

Um grupo de ex-funcionários da Esac esteve na Câmara de Londrina na tarde desta sexta-feira (16), a convite de diversos vereadores que acompanham a situação dos trabalhadores. Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e Mobiliário de Londrina (Sintracom-Ld), Denilson Pestana da Costa, 103 trabalhadores foram afetados. “A Sanepar rescindiu o contrato com a empresa e, no dia 30 de novembro, os 103 trabalhadores da empresa tiveram a sua demissão efetivada. E no dia 12 a empresa deveria fazer a quitação das verbas rescisórias, com o pagamento de férias, a segunda parcela do 13º salário, o saldo de salário, a quitação da multa de 40% do Fundo de Garantia, assim como liberar a documentação para o levantamento do FGTS e a liberação da documentação para entrada dos trabalhadores no seguro-desemprego. Tivemos a notícia de que não seria possível efetuar o pagamento, tendo em vista que a Sanepar havia bloqueado todos os valores em função de processos trabalhistas tramitando em Curitiba e do não cumprimento do contrato em Londrina”, afirmou.

O vereador Roberto Fú (PDT), que junto com a vereadora Mara Boca Aberta (Pros) participou de reuniões na Sanepar e com os trabalhadores, cobrou uma solução urgente da companhia. “Eles [os trabalhadores] deixaram ali seu suor, seu sangue e precisam receber o mais rápido possível. Já há uma decisão judicial favorável, a Sanepar deveria estar sensível e pagar essas pessoas, só que ela está questionando. E isso trouxe uma preocupação muito grande para os funcionários, que precisam, até porque estamos em período de festas e eles precisam desse dinheiro para dar um pouco de apoio a suas famílias”, afirmou.

 

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