Empatia zero: 261 mil mortes por covid, mas para o presidente é “mi mi mi e frescura”

do El País

“Frescura e mimimi”. Foi assim que Jair Bolsonaro classificou nesta quinta-feira a preocupação dos brasileiros com a pandemia de coronavírus, que bate seguidos recordes no país. O presidente dobrou a aposta na chacota sobre as vítimas da covid-19 e nos discursos contra lockdown em pleno auge da pandemia.

A tática, mostra Afonso Benites, é relativamente segura para o ultradireitista, escudado por uma fisiológica base de apoio no Congresso Nacional —que dificilmente respaldará um dos 60 pedidos de impeachment contra ele— e por um Ministério Público que não enxerga irregularidades em seus atos.

A fórmula que mantém o apoio de sua base radical, porém, pode não ser suficiente para alavancá-lo em 2022, principalmente porque a economia depende em grande parte de uma campanha de vacinação eficiente para voltar a crescer e nisso o Governo patina.

“A preço de hoje o presidente tem problemas importantes. E perdeu a grande dianteira que tinha no combate à corrupção, por causa de suas alianças atuais, pelo fim da Lava Jato e por causa dos casos mal explicados de seus filhos”, diz o analista Antonio Lavareda.

3 thoughts on “Empatia zero: 261 mil mortes por covid, mas para o presidente é “mi mi mi e frescura”

  • 05/03/2021, 11:03 em 11:03
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    Esse cara é do mal! O Brasil que se prepare. Se o Bolsonaro não sofrer impeachment e perder os direitos políticos (motivos há aos montes), no final de 2022 e o início de 2023, o inferno da violência contra a democracia será instalado no Brasil.

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    • 06/03/2021, 08:33 em 08:33
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      Um Presidente que é uma vergonha nacional e internacional.
      Se encaixa muito bem naquele livro do Harry Frankfurt, título Sobre Falar Merda.
      Esse filósofo norte-americano desenvolve uma reflexão sobre a quantidade de merda que a humanidade fala. O Presidente é um exemplo, além de ofensivo, desumano, chulo, medíocre, mesquinho.

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  • 05/03/2021, 12:10 em 12:10
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    Na verdade, falta ao Jair a qualidade de pessoa humana mesmo. Demonstra-se um ser sem humanidade.

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