Esquemão em cemitério de Ibiporã: 50 mandados judiciais estão sendo cumpridos na cidade

E Ibiporã amanheceu pegando fogo, e não é pelo carlorzão que já começou sapecando nas primeiras horas da manhã.

Pois bem, a zoeira na cidade é porque a Polícia Civil do Paraná está cumprindo 50 mandados judiciais na cidade e em cidades vizinhas. Motivo: suspeita de venda ilegal e criminosa de terrenos no Cemitério Municipal São Lucas.

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha chegaria a retirar ossadas de pessoas enterradas no local e descartá-las em lugares irregulares. O vereador Rafael da Farmácia e o diretor do cemitério Paulo Ribeiro, além de donos de funerárias estão entre os alvos.

Ao todo, 13 pessoas tiveram mandados de prisão temporária decretados com base nas investigações. A PCPR busca prender todos ainda nesta manhã.

Serão cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em endereços da quadrilha, em Londrina e Ibiporã. Outros 15 mandados relacionados a sequestro de bens adquiridos com o dinheiro do crime devem ser cumpridos. Entre os bens estão automóveis, imóvel e equipamentos de academia de posse de um empresário ligado ao bando.

Segundo as investigações, o diretor cemitério seria o líder da organização criminosa.

O ESQUEMA – A PCPR apurou que o diretor do cemitério exigia vantagem indevida de pessoas carentes de Ibiporã e demais regiões próximas, que pretendiam enterrar entes queridos no local. Ele dizia às vítimas que os terrenos eram de domínio particular e por isso era necessário pagar para usá-los.

Os valores exigidos variavam entre R$ 2 mil e R$ 22 mil. O dinheiro era dividido entre o diretor do cemitério e demais investigados, bem como entre outros indivíduos ligados ao líder do grupo criminoso.

Além disso, os criminosos ludibriavam famílias que tiveram familiares mortos em acidentes de trânsito e resgatavam de forma integral o dinheiro decorrente do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT).

Um dos integrantes do bando passava-se por advogado, recebia o dinheiro e não repassava para as vítimas. Ele alegava que o valor resgatado teria sido destinado a despesas funerárias, incluindo a compra do terreno. Geralmente, o “advogado” era indicado por representantes das funerárias envolvidas no crime.

As investigações da PCPR apontam que para vender os terrenos ilegalmente, o grupo retirava indevidamente as ossadas depositadas no cemitério e na sequência fazia o descarte em locais impróprios.

Os investigados serão indiciados por organização criminosa, lavagem de dinheiro, concussão e vilipêndio a cadáver.

 

Um comentário em “Esquemão em cemitério de Ibiporã: 50 mandados judiciais estão sendo cumpridos na cidade

  • 03/10/2019, 11:49 em 11:49
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    Quarenta anos depois (1979) Ibiporã imita Londrina na venda ilegal de tumulos (arquivo Folha de Ldn).

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