Desde 2008

Editor:
Cláudio Osti

Filipe Barros teria usado verba da Câmara para ir aos EUA articular sanções contra Moraes

6 comentários

do Poder 247 – O deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, viajou aos Estados Unidos entre 11 e 15 de maio deste ano, em uma missão oficial bancada com recursos públicos. De acordo com o Metrópoles, o parlamentar desembolsou R$ 19,1 mil em passagens e diárias para participar de reuniões que, segundo o registro oficial, seriam com a comunidade brasileira residente no país. No entanto, a agenda incluiu encontros com políticos norte-americanos que articulam sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante a estadia em solo norte-americano, Barros encontrou-se com o deputado Cory Mills, do Partido Republicano, defensor do uso da chamada Lei Global Magnitsky para punir autoridades estrangeiras por supostas violações de direitos humanos. No mesmo encontro estava Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho de Jair Bolsonaro e atualmente licenciado do mandato. Dias depois, Mills relatou ao senador Marco Rubio preocupações com uma suposta “censura generalizada” no Brasil. Rubio, por sua vez, respondeu que a aplicação de sanções contra Moraes estava em análise pelo governo dos Estados Unidos: “há uma grande possibilidade de que isso aconteça”.

A Lei Global Magnitsky autoriza o governo dos EUA a aplicar punições como bloqueio de bens, contas e entrada no território americano contra indivíduos acusados de violações graves de direitos humanos, sem necessidade de processo judicial. A legislação já foi usada contra autoridades da Rússia, Turquia e Hong Kong.

Ao Metrópoles, Filipe Barros confirmou que participou da agenda com Eduardo Bolsonaro. “Na semana passada, eu tive a oportunidade de estar com ele [Eduardo Bolsonaro] presenciando, e colaborando com o trabalho que ele tem feito nos Estados Unidos de denúncias às inúmeras violações de direitos humanos que estão acontecendo no Brasil”, disse. O deputado também demonstrou otimismo com a possibilidade de que Moraes venha a ser alvo da lei americana: “estou esperançoso e convencido de que não passarão em branco as inúmeras violações de direitos humanos que estamos presenciando no Brasil”.

Eduardo Bolsonaro, por sua vez, reside atualmente nos Estados Unidos. O deputado está sob investigação no Supremo Tribunal Federal, por suspeita de articular, a partir do exterior, ações contra o Judiciário brasileiro. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, Eduardo afirmou publicamente que atua junto ao governo dos EUA para pressionar ministros do STF, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal.

A investigação tem origem em representação do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), líder da bancada petista na Câmara. Chamado para depor à Polícia Federal, Lindbergh declarou que há “indícios de uma estrutura estável e funcionalmente dividida”, composta por Eduardo Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Paulo Figueiredo Filho, Filipe Barros e outros nomes ainda em apuração. O objetivo seria “sabotar, obstruir ou interferir diretamente nas funções típicas do Poder Judiciário brasileiro, especialmente no julgamento da trama golpista em curso no Supremo Tribunal Federal”.

Pouco após a abertura do inquérito, em 27 de maio, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara, presidida por Barros, aprovou uma moção de apoio a Eduardo Bolsonaro. Durante a sessão, Barros sustentou que eventuais sanções a Moraes não significam punições ao Brasil como país.

Compartilhe:

Veja também

6 comentários

  • Este croqui de projeto de Deputado vai para o mesmo caminho da Espanhola Zambeta, pq já está sendo investigado pelo STF e caiu nas mãos do XANDÃO, aí f….eu mané. Vai pagar por todos os pecados, principalmente aquele episódio qdo zombou e xingou Operários no dia dos trabalhadores no início do seu unutil mandato como vereador desta triste Londrina. XANDÃO XANDÃO, XANDÃO VAI TE PEGAR.

  • Outro Bozonarista ordinário, que só consegue dobreviver mamando nas tetas do governo. Tem que virar réu por conspirar contra a soberania do Brasil. Por isso que Londrima não vai pra frente.

  • Essa é pessoa é um ser desprezível!

    Toda vez que passo em frente do imóvel da avenida Higienópolis, onde fica o seu comite/’dito’ escritório….vejo aquela foto que enfeita a entrada daquele chiqueiro…e me deparo com ele com a mão no peito, chorando…..cantando o hino nacional…..me da vontade de vomitar…..que palhaço!

  • Jordão Bruno

    Os neofascistas não desistiram do golpe. Pra isso vão aos Estados Unidos pedir intervenção no Poder Judiciário brasileiro. São traidores e, o mais grave, usando o dinheiro público. Esse deputado bolsonarista deveria ter seu diploma de advogado cassado pela UEL depois que ele defendeu golpe com um argumento completamente imbecil baseado no art. 142 da Constituição Federal. O golpismo é um câncer que precisa ser removido completamente da nossa democracia.

  • Este é outro ser fétido que tem que ser devidamente enquadrado pela Justiça e pelo XANDÃO, e ficar longos anos na cadeia com sua turma. É mais um traidor da Pátria amigão do Tiago – o competente. Refrescando a memória, este indivíduo qdo vereador zombou e xingou trabalhadores que estavam em greve. Não bastasse este ato bárbaro deste indivíduo repugnante, sem o minimo de civilidade, o abestado postou nas redes sociais mas sem a coragem necessária para manter a lambança, rapidamente retirou pela má repercussão. Em v3z de trabalhar pelo país e honrar o super salário que recebe, vai se juntar ao outro vagabundo Dudu Bananinha, Patetoide de carteirinha que foi sós EUA lamber as botas do Trumpiqueiro.

  • Se derem uma procurada um pouco mais apurada, irão achar , mais que diárias é passagens. Coloque a lupa

Deixe o seu comentário