Média de mortes/dia pela covid-19 chegou a 736,43

Amanda Perobelli/Reuters

As mortes diárias por covid-19 no Brasil, segundo a média móvel de sete dias, chegaram a 736,43 ontem (24). De acordo com os dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a média dessa quinta-feira interrompeu uma sequência de altas que vinha desde o dia 14 de dezembro.

Apesar da queda em relação ao dia 23 (quando se atingiu uma média de 783,57 óbitos), a média diárias de mortes por covid-19 cresceu 15% em relação a 14 dias atrás (642,14 mortes) e 51% em relação a um mês antes (488 mortes).

Estados

Entre os estados, aqueles com maior média móvel de mortes diárias registradas nessa quinta-feira foram São Paulo (153,86), Rio de Janeiro (89), Minas Gerais (77,43), Rio Grande do Sul (65,57) e Paraná (61,14).

Na comparação com 14 dias atrás, 20 das 27 unidades da Federação tiveram alta no número de óbitos. Alguns locais mais do que duplicaram as médias nesse período, como Alagoas (que passou de 2,86 mortes para 6,57) e Amazonas (que subiu de 6,57 para 14,57). Sete unidades tiveram queda, com destaque para o Tocantins (-42%) e Ceará (-38%).

Na comparação com o mês anterior, 22 unidades da Federação tiveram crescimento no número de mortes. A maior alta foi observada em Mato Grosso do Sul, que quadruplicou suas mortes no período (ao passar de 5,86 para 23,86). O Acre quase quadruplicou, ao passar de 0,86 para 3,29. Seis estados duplicaram os óbitos: Alagoas, Amapá, Mato Grosso, Paraná, Rondônia e Santa Catarina.

Cinco estados tiveram queda nas mortes de um mês para outro, com destaque para Goiás, onde os óbitos recuaram 44,3%.

Da Agência Brasil

2 thoughts on “Média de mortes/dia pela covid-19 chegou a 736,43

  • 26/12/2020, 13:51 em 13:51
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    Em Londrina o número de casos no últimos dias ultrapassou os 200 casos por dia. E o prefeito Marcelo Belinati e o secretário Felippe fingindo que nada está acontecendo, olhando esses dados com cara de paisagem e sem adotar nenhuma medida. O HU anunciando toda hora que está lotado, Evangélico tbm, e o prefeito omisso, inerte, só olhando o sistema de saúde entrar em colapso. E o tal de COESP? Foi extinto? Pq não se pronuncia e não se posiciona sobre o que esta acontecendo na cidade? No começo da pandemia tudo era COESP, tudo dependia do COESP, e agora a situação está pior do que no começo da pandemia e eles estão igualmente omissos. Essa omissão do prefeito e do secretário de saúde ainda vai custa caro. Já foi reeleito né, agora não quer nem saber da população.

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  • 27/12/2020, 20:42 em 20:42
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    Essa omissão (ou, no mínimo, paralisia) do prefeito Marcelo diante dessa crise hospitalar que Londrina vive pode custar bem caro ao município. No final da tarde do dia 22 (terça-feira), todo mundo se lembra que um motociclista morreu no Hospital Evangélico por falta de UTI. Não será surpresa se os familiares desse motociclista entrarem com uma ação indenizatória contra a prefeitura já que o prefeito Belinati, algumas horas depois da morte do motociclista, à noite, anunciou a ativação de mais 10 leitos na UTI do Hospital do Coração para pacientes do SUS. Não há dúvida que o prefeito se tocou que havia gente morrendo em Londrina por falta de UTI e tentou corrigir a falha anunciando essas novas vagas, que infelizmente vieram tarde para o motociclista acidentado.

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