Miranda diz que recebeu oferta de propina para não atrapalhar negociação da vacina Covaxin

foto Paulo Valadares/Agencia Camara

do Congresso em Foco

O deputado Luis Miranda (DEM-DF) contou que foi procurado por um conhecido lobista de Brasília para ajudar nas negociações para a compra da vacina indiana Covaxin. O lobista em questão é Silvio Assis, conhecido da Polícia Federal por envolvimento em esquemas de corrupção. Assis é tido como homem de confiança do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR). Em duas reuniões com o lobista – em uma das quais Barros estava presente -, houve oferta de propina para que o deputado não criasse problemas para a compra do imunizante, revela reportagem da revista digital Crusoé.

Miranda conta que foi procurado por Assis após ter levado ao presidente Jair Bolsonaro documentos comprovando irregularidades na compra da Covaxin. Na ocasião, Bolsonaro teria dito “isso é coisa do Barros”, referindo-se ao seu líder.

Segundo Miranda, a proposta do lobista envolvia valores vultosos e garantia de reeleição. O encontro ocorreu numa mansão no Lago Sul. Já o segundo encontro ocorreu um mês depois e contou com a presença de Ricardo Barros, de acordo com o deputado brasiliense. Ele relatou que, nos dois encontros, a oferta era de dinheiro em troca do silêncio de seu irmão, Luis Ricardo, em relação às irregularidades e para que o servidor deixasse de barrar o contrato para aquisição da Covaxin.

2 thoughts on “Miranda diz que recebeu oferta de propina para não atrapalhar negociação da vacina Covaxin

  • 30/06/2021, 16:15 em 16:15
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    Governo egoísta: não ofereceu nem mesmo o pão e o circo simultaneamente como faziam os imperadores romanos. O presidente oferecia o circo (cloroquina, ivermectina, motociatas, aglomerações, palavreado chulo…) enquanto os seus aliados preparavam o pão (vacina) mas só com propina.

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  • 30/06/2021, 16:23 em 16:23
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    Tá explicado por que os fascistas odeiam os servidores públicos concursados. Não fosse um diligente servidor público concursado, teríamos hoje o maior roubo dos cofres públicos, com autoridades se aproveitando da gravidade do momento da pandemia. Tivéssemos no lugar desse servidor um comissionado nomeado pelo Bolsonaro ou por algum aliado influente e o crime de corrupção teria se consumado.

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