O segundo mandato é o inferno dos administradores

O segundo mandato, sempre tão almejado pelos políticos que se elegem para um cargo executivo, tendem a ser complicados.

O fato é que, eleito, desde o primeiro dia o cidadão já vai se preparando para disputar a reeleição. Acontece que, desde que a reeleição foi implementada, lá nos anos do Fernando Henrique Cardoso, que cooptou meio mundo para aprovar a reeleição, ela tem se mostrado um fiasco na maioria das vezes.

Quatro anos acho pouco tempo para um mandato executivo, raramente boas ideias, projetos e obras transformadoras conseguem se desenvolver no meio público neste período. Há países bem mais eficientes que conseguem a proeza, mas não aqui.

Vejamos: O segundo mandato de FHC foi ruim. O de Lula também. O segundo de Dilma foi desastroso e culminou em cassação.

No Paraná no segundo mandato de Lerner se consolidou a malandragem do Pedágio. Pior, quem trabalhou com ele, diz até hoje que ele tinha aversão a ser governador, tratar com prefeitos do interior, ter que viajar pelo Estado, etc. O prejuizo disso foi imenso e o Paraná paga até hoje por Lerner ter sido muito mais um segundo prefeito de Curitiba do que um governador de todos os paranaense.

Beto Richa, dois mandatos, e todos sabem como acabou.

Ratinho Jr, entrou na mesma balada. Vendeu a alma e o governo para se reeleger. Tirou do páreo vários possíveis concorrentes, inchou a máquina pública absurdamente, criando 9 novas secretarias e 500 cargos comissionados para entregar aos apoiadores.

Acabou com um dos maiores centros de pesquisa agropecuária do País, o IAPAR, fez uma fusão com a Emater e criou um monstrengo chamado Instituto de Desenvolvimento Rural, que anos depois de sua fundação ninguém sabe exatamente pra que serve.

Para piorar, a cada dia demonstra mais claramente que o seu governo, absurdamente igual aos anteriores, tem olhares meigos apenas para Curitiba e região metropolitana. , o resto do Paraná é apenas isso, o resto.

E, para finalizar esta nossa prosa, o governo municipal de Marcelo Belinati.

Belinati elegeu-se no primeiro mandato dizendo que a cidade precisava atrair investimentos, desburocratizar, ser amigável para novas empresas, fomentar negócios, acelerar a economia.

Neste quesito, foi pífio.

Não há prefeito na região de Londrina que não agradeça esse emaranhado burocrático que é a prefeitura municipal. Inúmeros empreendimentos deixaram a cidade para os municípios vizinhos. Outras empresas de porte, pararam, inclusive, de cogitar vir para cá. Já vão direto para o entorno. Muito mais rápido, muito mais fácil, muito melhor recebidos.

Na última semana, inclusive, houve um bate-boca público entre a prefeitura e diversas entidades empresariais sobre a burocracia na prefeitura

A Cidade Industrial, iniciada ainda no governo de Alexandre Kireeff, continua na prateleira de Lenda Urbana. Em seis anos de mandato de Belinati, nenhuma empresa ainda instalada por lá. Seis longos anos. Mas neste interim anunciaram grandes conglomerados por lá, entre eles uma indústria do grupo J.Macedo, proprietária de diversas marcas como a famosa Dona Benta. A vinda da gigante, como todos sabem, virou farinha ao vento.

Duvido alguém falar o nome de alguma nova grande indústria que veio para a cidade nesta gestão que, efetivamente, foi trazida pelos esforços da prefeitura.

Sim, a cidade está mais limpa, mais organizada.

Mas obras como a da reforma do Ginásio Moringão, iniciada na década passada, ainda não foi entregue. Infindáveis aditivos que também são derramados sem constrangimento na obra da Avenida Leste Oeste, hoje alvo de investigação do Ministério Público e fiscalização do Tribunal de Contas.

E nem vamos discorrer aqui sobre a Dengue – que anda matando muito em Londrina-, sobre a abertura do 5º REFIS em seis anos de mandato para arrecadar dos inadimplentes que, estrangulados, não conseguem pagar suas contas. Lembrando que no primeiro ano de mandato, o prefeito abalroou o contribuinte comum aumento brutal do IPTU, com reajustes, em muitos casos, acima de 400%.

No que realmente impacta a vida das pessoas, foi entregue pouco, por tudo o que foi prometido. E o segundo mandato do alcaide está mais broxado do que nunca.

 

 

 

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Um comentário

  1. Pastor Pedro

    No caso do Bolsonaro, o inferno está no fim do primeiro e único mandato. Um segundo mandato seria o nirvana: diamantes no bolso, controle total da máquina administrativa federal, inclusive das instâncias policiais e militares; um sonho que acabou mesmo com a derrama de dinheiro público e a violação de leis eleitorais durante toda a campanha. Chora, Bolsonaro, chora mais… que o brasileiro não é babá de bebezão.

  2. Glaucia

    Comecei a defender o fim da reeleição em 2020. Cheguei a produzir um vídeo no YouTube defendendo o fim da reeleição para vereador, deputado estadual, deputado federal e senador, que já tem um mandato longo de 8 anos. Cheguei a panfletar, mas por falta de grana não dei continuidade. A ideia era panfletar em outras cidades, mas dinheiro é sempre um problema.
    A minha pequena experiência revelou que os poucos que receberam o panfleto, apoiam a ideia.
    Rodrigo Pacheco, Presidente do Congresso Nacional pretende pautar o projeto que acaba com a reeleição. Fala-se em 5 anos de mandato.
    O eleitorado já poderia começar nas urnas, não reelegendo mais. 2024 está chegando. Que tal?

  3. Amigo de Marcelo Belinati

    O incompetente Alexandre Kiblefe é igual o ex chefe de gabinete de Nestor e Cristina Kitchner, que desistiu como presidente da Argentina de tentar reeleição. Sabe da derrota dele inexoravelmente como o kiblefe.

    1. Antonio

      Amiguinho do “homem”.

      Penso se o Kiblefe concorrer levará no primeiro turno…

      Mas como é inteligente, não irá se queimar!
      Qual candidato você acha melhor para a nossa cidade?
      Pela sua ironia, acho que você é da turma dos”bocas” …

    2. Maria de Londrina

      Esse “Amigo” deve ser partidário do Nedson ou do Barbosa.

      Kireff foi honesto e bom gestor . Ruim foi o secretariado dele. Um mais fraco que outro.
      Por outro lado, vários do ex secretários, do Micheleti e Homero, sabem explicar como é o prédio do Ministério Público.

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