Prefeitos na linha de fogo

Prefeitos de todo Brasil estão numa saia justa e com problemas para tomar decisões sobre o coronavirus. O problema é a falta de um posicionamento único do presidente Bolsonaro e seu ministro da Saúde, Mandeta, e dos governadores.

Há estados onde os governadores estão determinando o isolamento social e em outros o afrouxamento desta recomendação.

O prefeito de Poços de Calda, em Minas, Sérgio Azevedo, em video distribuido por redes sociais, cobra uma posição oficial dos governantes. “Não é justo os prefeitos pagarem o pato sozinhos ficando na linha de fogo entre os que defendem o isolamento, fechando o comércio e a indústria, e os que querem abrir as empresas”.

Nem mesmo o Ministério Público se entende. No Paraná a Promotoria Pública de Medianeira defende o fechamento do comércio e o isolamento social. Já o MP de Salto do Lontra cobra da prefeitura justificativas técnicas para manter o comércio fechado.

4 comentários em “Prefeitos na linha de fogo

  • 30/03/2020, 20:02 em 20:02
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    A solução para a crise do Covid 19 passa pelas medidas sanitárias de verdadeiros gênios da gestão pública municipal como Goioere – que “refechou” (?) o comércio após o primeiro caso confirmado, e outras pujantes cidades dos rincões do Paraná como Palmital, Porecatu, São Martinho, entre outras pérolas. Tá lascado. Louco guiando loucos rumo ao precipício e no meio do caminho os loucos assumem a direção e mandam acelerar o passo. Agora vai. Agora Jair…

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  • 30/03/2020, 22:03 em 22:03
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    Em Sarandi, vizinha de Maringá, o prefeito criou uma jurisprudência intergaláctica. Bolsonaro editou um decreto classificando serviços de lotérica como essenciais e que poderiam abrir durante a quarentena. Veio a Justiça e derrubou. Sendo assim, no país inteiro ninguém pode abrir – penso eu com minha lerdeza. Com um decreto municipal o prefeito de Sarandi mandou abrir as lotéricas e na segunda tinha até fila na porta. Que Justiça e saúde que nada. Deixa eu morrer trabalhando em paz…

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  • 31/03/2020, 00:05 em 00:05
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    Nos municípios onde alguém chama de rincões existem moradores que vão ao exterior a trabalho ou a turismo, jovens que curtem finais de semanas em festas nas capitais e nas sedes das regiões metropolitanas, moradores que recebem visitas de amigos ou parentes provenientes de centros de contaminação do coronavírus. Portanto não é preciso raciocínio tão apurado para compreender que essas cidades também sofrem grande risco de terem moradores contaminados pelo vírus mortal e é bom que haja prefeitos atentos e preocupados com a proliferação da doença que, aliás, acaba sobrando para, em grande parte, nos centros médicos e hospitalares das cidades maiores.

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    • 31/03/2020, 13:14 em 13:14
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      Caro Lino, determinadas pessoas não pensam assim. Silvio Barros, irmão do ministro da Saúde que o diga.

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