Unidos em uma federação partidária, PSDB e Cidadania aprovaram nesta quarta-feira (27), por unanimidade, o apoio à candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) à Presidência da República. Em formato híbrido – virtual e presencial – a convenção foi realizada na sede do PSDB, em Brasília. Tebet, que está hoje na convenção do MDB, fez uma breve participação de forma virtual no encontro de seus apoiadores.
A convenção nacional do MDB deve confirmar Tebet como candidata do partido à Presidência da República. Representantes do chamado centro democrático, MDB, PSDB e Cidadania, se uniram nas eleições deste ano para lançar uma candidatura alternativa às do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Mesmo com a declaração de apoio do PSDB à Tebet, o nome do candidato a vice na chapa ainda não foi definido pelo partido. O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) é um dos cotados. “A definição da vice depende de uma série de conversas e entendimentos internos de sentido político e eleitoral, em que o propósito final será encontrar aquilo que seja o melhor para a candidatura”, disse Jereissati. “Qualquer que seja a decisão, estarei do lado dela [Simone Tebet]”, acrescentou o senador, na convenção da federação hoje.
Com a indefinição sobre o lançamento de Jereissati como vice, nomes de duas senadoras passaram a ser cogitados: Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Mara Gabrilli (PSDB-SP). Segundo o presidente do PSDB, Bruno Araújo, nome de vice será definido até a data limite, 5 de agosto. Nesse dia, termina o prazo da Justiça Eleitoral para escolha de candidatos pelos partidos.
Aliança
A federação formada por PSDB e Cidadania foi lançada em maio deste ano. Por meio desse formato inédito nas eleições brasileiras, as legendas são obrigadas a manterem-se unidas, como uma só sigla, por pelo menos quatro anos.

















2 comentários
Anubian
Dória deve ter ficado muito melindrado com o jeito que a coisa toda se desenrolou. Ele tinha certeza que a presidência estava no papo com a desmoralização de Bolsonaro, o mafioso de nove-dedos na cadeia, e tinha certeza que ia ser visto como um herói ao capitanear a busca pela vacina.
Nisso, o STF anulou os processos, não só libertando o mafioso como devolvendo sua elegibilidade; não só sua empreitada pela vacina não lhe gerou dividendos como seu “lockdown” foi absurdamente impopular entre os paulistas; sua manobra de montar nas costas do Bolsonaro pra se eleger e logo em seguida se declarar adversário dele foi muito mal vista; e o resultado é que ele amargou os 2% de intenção de votos, menos até que o picolé de chuchu, foi obrigado a sair da corrida pra não ter a imagem ainda mais deteriorada… e teve que assistir seu partido fechar apoio a uma aleatória com ainda menos intenções de voto e que já declarou que se (SE) não chegar no segundo turno irá declarar apoio irrestrito ao nove-dedos.
Que trajetória decadente. Bem similar ao MBL, da glória à ruína em seis anos.
Campos
Para quem gosta de gente nova na política e velhos políticos na aposentadoria, a foto ilustrativa da capa deve encher seus olhos de felicidade. Quase uma cena bucólica, mas sem os pastores que guiam seus rebanhos. Melhor assim: há pastores que engordam seus rebanhos para saciar a fome de lobos.