Será que reduz a farra?

crédito Orlando Kissner/Alep

Projeto de lei de autoria do deputado Tiago Amaral (PSB) propõe tornar obrigatória a publicação de jetons pagos pelo governo do estado. Pelo projeto deverão ser publicados todos os atos com informações de quem paga, os valores e formas de remunerações referentes a jeton, que é a gratificação recebida pela participação em reuniões de órgãos de deliberação.  

Na prática, quem participa do conselho de empresas como Copel, Sanepar, entre outras, terá a divulgação das suas remunerações e dos seus vencimentos no Portal de Transparência.

“Todo mundo sabe quanto ganha o governador, deputado, professor,  policial, tudo isso está no portal da transparência. Então, algumas exceções que não foram previstas pela legislação até aqui, ficavam de fora, mas é importante que a sociedade tenha conhecimento dos vencimentos de todos aqueles que fazem parte da administração pública, seja direta ou indireta, até para melhorar o controle e a fiscalização”, explica o deputado Tiago Amaral (PSB).

Vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, para Tiago Amaral a proposta está alinhada com o Governo do Estado. “Acho que é justo e correto divulgar para que toda a sociedade possa ter acesso a essas informações. É um avanço que a gente traz aqui para a Assembleia Legislativa do Paraná e na minha opinião era uma questão de tempo até que isso realmente ocorresse. O Paraná, por meio do governador, tem passado por um processo de mudanças, de reduções de estrutura de governo, e que está muito adequado com essa mentalidade de abrir a transparência de forma total”, afirma Tiago Amaral (PSB).

A proposta de Tiago Amaral foi apresentada juntando algumas ideias propostas pelo deputado Homero Marchese, que foram anexadas ao projeto para o avanço da transparência. O projeto recebeu pedido de vistas na CCJ.

Um comentário em “Será que reduz a farra?

  • 12/08/2019, 22:18 em 22:18
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    Além de divulgar os jetons dos servidores, o que é de interesse público, eles deveriam facilitar o acesso dentro do portal da transparência da Alep aos valores dos proventos dos comissionados. Diferente da Câmara dos Deputados, de Brasília, onde é possível ver quem são, gabinete por gabinete, os comissionados e quanto ganham em uma única página, na da Alep o cidadão tem que acessar duas ou até três páginas para saber quanto cada comissionado ganha. É muito mais trabalhoso. Um exemplo: os quatro deputados federais de Londrina (Boca Aberta, Diego Garcia, Filipe Barros, Luísa Canziani) somam conforme no portal da transparência da Câmara 77 comissionados ativos. Seus salários variam entre R$ 1 mil e R$ 7 mil. Já na Alep é mais difícil de acessar as mesmas informações. Aonde está a transparência? Isso também seria interessante de se resolver.

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