A sanha coronelista dos novos mandatários do Paraná

Do Angelo Rigon

Fica cada vez mais claro que o discurso de que Cida Borghetti é a primeira governadora do Paraná não passa de marketing político. Na prática, quem manda no Paraná é mesmo o deputado federal Ricardo Barros, que já implantou o estilo coronelista que o caracteriza nos últimos anos.

Hoje, usando a tribuna normalmente utilizada pela oposição, o deputado estadual Márcio Nunes (foto) só confirmou o que os maringaenses sabem há tempos: o coronelismo tomou conta do governo estadual, acompanhado do nepotismo e da discriminação aos deputados que não se curvam ao capo.
Barros está exigindo que os prefeitos mudem seus representantes (deputados) escolhidos no início do mandato para acompanhar seus interesses junto ao Palácio Iguaçu. Devem trocar, claro, por parlamentares que apoiam Cida Borghetti; caso contrário, os prefeitos não terão nada.
“Nós sempre soubemos que a ganância pelo poder era grande, mas agora constatamos que ela é extraordinária. É uma falta de respeito total, uma vergonha; este é o momento mais triste que o Paraná já viveu”, disse o deputado da região de Campo Mourão, aliado de Ratinho Junior, pré-candidato ao governo já tratado como inimigo pela família Barros. “Se é este o jogo que o governo quer jogar, este é o jogo que vamos fazer”, comentou, acrescentando: “Quem pode mais chora menos. Vamos ver então quem vai chorar mais”.

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