Acil e Sebrae defendem destinação de recursos da Câmara para linhas de crédito

Da Assessoria da Câmara
Em reunião remota realizada na tarde desta terça-feira (7) e transmitida pela internet, os vereadores da frente de Economia e Orçamento Público do Comitê de Fiscalização e Enfrentamento da Crise da Covid-19 ouviram sugestões da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) sobre como auxiliar os empreendedores do município neste momento de emergência em saúde pública.

Na avaliação das entidades, o Legislativo poderia destinar a maior parte dos recursos de seu fundo de reforma p
ara permitir a abertura de crédito a microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas. Pelo projeto de lei 49/2020, que será discutido nesta quarta (8) em plenário, a Mesa Executiva da Câmara destinará R$ 20 milhões de seu fundo especial para a Prefeitura aplicar em saúde e no fomento da economia da cidade, afetada pelas medidas de isolamento social e pelo fechamento de estabelecimentos comerciais e industriais.
Para o vereador Eduardo Tominaga (DEM), é preciso ouvir a sociedade e buscar informações antes de deliberar sobre o repasse de recursos. “Sem informação não podemos tomar uma decisão, seja para enviar recursos para a saúde seja para destinar à economia”, afirmou. Além de Tominaga, participaram da reunião os vereadores Felipe Prochet (PSD), Mario Takahashi (PV), Amauri Cardoso (PSDB), Jairo Tamura (PL), Fernando Madureira (PTB), Péricles Deliberador (PSC) e Junior Santos Rosa (Republicanos). Foram convidados a se manifestar o presidente da Acil, Fernando Moraes; o gerente da Regional Norte do Sebrae, Fabrício Bianchi; o consultor do Sebrae Sérgio Osório e o economista Marcos Rambalducci.
Na avaliação de Fernando Moraes, é preciso utilizar o dinheiro do fundo para viabilizar crédito a empresas e empreendedores. Tramita na Câmara um projeto de lei do Executivo (PL 55/2020) que autoriza o repasse de R$ 2 milhões para garantia de financiamento concedido por instituições financeiras, em convênio com a Sociedade de Garantia de Crédito do Paraná (Garantinorte). Conforme a justificativa do PL, deste valor, R$ 1 milhão será encaminhado pela Prefeitura e outro R$ 1 milhão deve ser enviado pela Câmara Municipal de Londrina, utilizando verba do fundo especial para reforma do prédio do Legislativo. A Acil, porém, defende a necessidade de aumento do aporte, além da criação de outra vertente de crédito, que seria oferecida pela Casa do Empreendedor, organização da qual a associação faz parte e que oferece financiamento para empreendimentos formais e informais.

O gerente da Regional Norte do Sebrae, Fabrício Bianchi, ressaltou que a maioria das linhas de crédito anunciadas pelos governos federal e estadual ainda não estão em operação. “Torna-se necessário pensar nas empresas que já estão passando por dificuldades. Poderia ser uma estratégia de composição com o que tem disponível hoje no estado do Paraná”, disse ele, ao também defender o uso do dinheiro para viabilizar a oferta de crédito pela Casa do Empreendedor, com prazo de carência e tempo estendido de pagamento. Para o vereador Mario Takahashi, os recursos da Casa do Empreendedor poderiam ser destinados aos microempreendedores individuais, com redução dos juros e facilidades para acesso ao crédito.

Saúde – Vereadores e convidados também ressaltaram a importância de destinar parte dos recursos para a saúde. Mas disseram que é preciso haver informações concretas sobre como o dinheiro será aplicado pela Prefeitura. “Na segunda vamos completar 21 dias com o comércio fechado. E vemos que nem a prefeitura nem o estado fizeram um leito a mais na nossa cidade. Com R$ 6 milhões é possível equipar 120 leitos hospitalares, para aumentar o atendimento e permitir o retorno gradual das atividades”, afirmou o presidente da Acil.

One thought on “Acil e Sebrae defendem destinação de recursos da Câmara para linhas de crédito

  • 08/04/2020, 10:35 em 10:35
    Permalink

    Essa cambada nunca enfrentou um problema grave de doença na família? Quando isso acontece, primeiro a família vai cuidar do doente e, depois que o doente sobreviveu ou morreu, depois de recuperar a economia aos poucos. A diferença é que hoje a doença não atinge só a família, atinge o país, atinge grande parte do mundo. Todo dinheiro disponível deve ser usado na saúde. Se a prefeitura não investir em mais leitos hospitalares com equipamentos (principalmente respiradores), se não investir nos equipamentos de proteção individual dos profissionais de saúde e ainda por cima reduzir medidas de isolamento social, pode se preparar para fabricar mais caixões e aumentar o número de fornos crematórios. Alguém duvida? Vereadores, dinheiro público disponível já devia ter sido investido na saúde ONTEM. Acil, pare de ficar de olho onde tem dinheiro. Acil, vocês têm ainda muitos sócios com muito dinheiro que poderia ser doado para ajudar os pobres que estão demorando para receber ajuda oficial. Acil, em vez ficar infernizando a vida dos outros pra ver o comércio aberto (e gente se contaminando com o vírus mortal), vai montar cestas básicas e levar aos favelados da cidade.

    Resposta

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: