Amada Amante, a doleira Kodama diz que quer acordo de delação premiada

E o dia anda meio musical mesmo.

A doleira Nelma Kodama, acusada de atuar em parceira com Alberto Youssef no esquema da Operação Lava Jato, foi a primeira a ser ouvida na CPI da Petrobras hoje em Curitiba.

Com a cabeça raspada, pois está fazendo um tratamento capilar, estava bem humorada. Primeiro negou que tenha tentado sair do país com duzentos mil euros na calcinha, quando foi presa no Aeroporto de Guarulhos, em 2014. Ao ser questionada, ela levantou-se, ficou de costas para a audiência, levantou a blusa e disse que os euros estavam no bolso da calça e não na calcinha. Nelma disse que está disposta a fazer um acordo de delação premiada para poder dar detalhes sobre o esquema em que participava.

Pouco depois, cantou uma música de Roberto Carlos – Amada amante – ao falar que morou durante algum tempo com o doleiro Alberto Yousseff.

Irritado, o  presidente da CPI, Hugo Motta, chamou sua atenção. “Senhora Nelma, não estamos em um teatro”, disse ele.

Talvez um tema melhor para a história de Nelma com Yousseff fosse outra música, quem sabe a de Lindomar Castilho:

Nós somos dois sem vergonha em matéria de amar
eu te amo e tu me amas mas brigamos sem parar…

 

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