Auditores fiscais “colaboraram” com R$ 4,3 milhões para a campanha de Richa

Do blog Baixo Clero

A Gazeta do Povo divulgou agora há pouco reportagem de Rogério Galindo informando que R$ 4,3 milhões levantados com a cobrança de propina por auditores fiscais de diversas delegacias da Receita Estadual foram para a campanha do governador Beto Richa (PSDB) à reeleição, no ano passado. Desse total, R$ 2 milhões teriam sido levantados pela Delegacia de Curitiba, R$ 800 mil pela Delegacia de Londrina e o R$ 1,5 milhão restante teria sido levantado por outras cinco delegacias, as de Maringá, Cascavel, Umuarama, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa, o que daria R$ 300 mil para cada uma.

A informação tem como base declarações prestadas pelo auditor fiscal Luiz Antônio de Souza, no acordo de delação premiada firmado no começo de maio. Segundo Souza, o dinheiro teria sido entregue a Márcio de Albuquerque Lima, que em julho do ano passado, em plena campanha eleitoral, trocou o cargo de delegado da Receita em Londrina pelo de inspetor geral de fiscalização. De Lima o dinheiro seria repassado a Luiz Abi Antoun, que saberia a origem dos recursos.

O advogado de Abi, Antônio Carlos Coelho Mendes, não foi localizado hoje pelo JL para comentar a segunda fase da Operação Publicano. Douglas Maranhão, advogado de Márcio de Albuquerque Lima, não está comentando as investigações. Ele alega que não teve acesso ao teor das investigações nesse momento. A reportagem publicada no site da Gazeta do Povo informa que o PSDB negou que tenha sido usado dinheiro de origem ilícita na campanha de Beto Richa. A campanha do tucano informou à Justiça Eleitoral que arrecadou R$ 26 milhões para a campanha.

Um comentário em “Auditores fiscais “colaboraram” com R$ 4,3 milhões para a campanha de Richa

  • 11/06/2015, 01:08 em 01:08
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    É claro que o PSDB vai negar. Receber R$ 4,3 milhões e receber divisórias no comitê (com fotografia em jornal) sem prestar contas à Justiça Eleitoral (o auditor apresentou até a NF de compra) é o mesmo. O crime já foi cometido. Normal para quem não apresentou a prestação de contas da primeira fase da campanha sob a alegação de que não tinha tido despesas mas depois mudou de ideia apresentou a prestação de contas à Justiça Eleitoral. Caramba! Não tem um “gaeco” na Justiça Eleitoral ou estão esperando o governador quebrar o Estado?

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