Decisão da Odebrecht, mais do que reduzir a pena do patrão, é pela sobrevivência no mercado

Quem leu o post anterior, falando da delação premiada do ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht e da decisão da empresa em colaborar com as investigações da Lava a Jato pode estar se perguntando porque a empresa fez isso.

Não pense que a decisão foi tomada para “construir um país melhor”, como a nota da empresa sugere. Na verdade o que pesa é o mercado. O fato real, além óbvio de o ex-presidente da corporação poder ter a pena de 19 anos reduzida, é que o mundo inteiro ficou sabendo como a Odebrecht agia, participando de esquemas de propina etc. Com isso, certamente, mercados importantes acabaram fechando as portas para a construtora.

Aderir ao Pacto Global, da ONU, que visa mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores reconhecidos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção nada mais é do que uma tentativa clara de sobrevivência no mercado.

Um comentário em “Decisão da Odebrecht, mais do que reduzir a pena do patrão, é pela sobrevivência no mercado

  • 23/03/2016, 11:00 em 11:00
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    É verdade verdadeira. As únicas empresas capitalistas que pagam propinas para obter contratos são as brasileiras. Vamos fazer o que a Globo, o Moro e o Serra querem: trocar as empreiteiras nacionais pelas estrangeiras porque estas são um poço de castidade. Igualzinho os que pedem o impeachment da presidente Dilma para acabar com a corrupção no governo. Ô santa hipocrisia…

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