Deputado Hauly, democracia, mas nem taannnto

Sabe como é. Rede social vocês escreve, opina e sempre há os que concordam e os que discordam.

Pois bem. Ontem foi aprovado na Câmara Federal o texto base do CADASTRO POSITIVO por 273 a 150 votos.

Postou o deputado federal Luiz Carlos Hauly, do PSDB: “Com esse projeto, que ainda passará pelo Senado, vamos criar condições para que consumidores e empresas que pagam as contas em dia acessem linhas de crédito com taxas de juros mais baixas. O Banco Central concorda que esse cadastro irá diminuir o risco das operações de crédito, o que permitirá a queda do spread – a diferença entre o custo de captação dos bancos e o que é efetivamente cobrado do consumidor final. Na prática, a intenção é que, com o tempo, os bancos ofereçam crédito mais barato para as pessoas com pontuação maior em função do histórico de pagamentos. É inaceitável que os bancos continuem cobrando juros abusivos dos clientes.”

Bom, aí começaram os comentários. Os elogiosos estão na página, pelo menos um que fez uma crítica, foi deletado pelo deputado.

Veja a crítica do publicitário Wagner Rodrigues:

Vai baixar nada. Mesma coisa da franquia de bagagem nos voos. O preço da passagem continua o mesmo, e a gente paga mais 30, 60 pela bagagem que antes era grátis. Com esse cadastro positivo será a mesma coisa. Quem tiver nome limpo continua pagando o mesmo juro. Quem não tiver vai pagar juros mais alto. De quebra vão ter acesso a dados dos bons pagadores que hoje são protegidos por sigilo. Quem vai ganhar com isso é o SERASA e a Boa Vista que se transformarão em grandes cartórios de protesto às avessas. Se bobear o bom pagador terá que pagar a eles para ter uma certidão do cadastro positivo.

Um comentário em “Deputado Hauly, democracia, mas nem taannnto

  • 10/05/2018, 22:31 em 22:31
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    Sinceramente? O texto que o deputado assina (se escreveu, não sei) não passa de bobagem, realmente não tem nada a ver com a realidade das relações entre consumidores e bancos. E a situação se agravou no governo Temer, apoiado pelo deputado Hauly, quando os bancos públicos (BB e Caixa) passaram a cobrar juros e tarifas até mais caros que os bancos privados. Esse tal “cadastro positivo” não passará de letra morta até porque hoje os bancos sabem até melhor do que qualquer um quem é caloteiro ou bom pagador. Aliás, os prejuízos que os bancos têm com o caloteiros são repassados para a conta dos bons pagadores.

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