Distritão é derrubado no nascedouro

Da Veja

Ontem a Câmara dos Deputados colocou em votação – e rejeitou – um dos pontos que vinham sendo discutidos na chamada reforma política: a adoção do “distritão” como sistema para a eleição de deputados. Hoje está na agenda um outro item que pode provocar mudanças na organização política brasileira, o fim das coligações e a adoção de uma cláusula de barreira para que os partidos tenham acesso ao dinheiro do Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV.

A proposta já teve o texto-base aprovado em 1º turno pelo plenário da Câmara, mas ainda falta a análise dos destaques e a votação em 2º turno. A principal dúvida pendente é quando as novas regras serão aprovadas. O projeto passou no Senado com previsão para 2020, foi alterado para 2018 pelos deputados em comissão e agora pode retornar ao prazo antigo. Como a proposta muda a dinâmica de organização do Legislativo e estabelece uma cota mínima de votos para que as legendas recebam recursos públicos, os menores partidos alegam precisar de tempo para se adaptarem.

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