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Cláudio Osti

Dívida Pública Federal aproxima-se de R$ 4 trilhões

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Dívida Pública Federal aproxima-se de R$ 4 trilhõesda Agência Brasil

Um dos indicadores que mede a solvência da economia brasileira, a Dívida Pública Federal (DPF) está prestes a romper a barreira de R$ 4 trilhões. Segundo números divulgados hoje (25) pelo Tesouro Nacional, a DPF fechou o mês passado em R$ 3,978 trilhões, com alta de 2,6% no primeiro semestre.

Apenas em junho, a Dívida Pública Federal subiu 2,24%, impulsionada pela forte emissão líquida. No mês passado, o Tesouro Nacional emitiu R$ 67,482 bilhões a mais do que resgatou (tirou de circulação). A maior parte das emissões ocorreu em títulos prefixados e corrigidos pela taxa Selic. No primeiro semestre, no entanto, o Tesouro resgatou R$ 60,223 bilhões a mais do que emitiu. No acumulado de 2019, a DPF cresceu impulsionada pelos juros de R$ 161,953 bilhões que corrigem o endividamento do governo.

A apropriação de juros representa o reconhecimento gradual das taxas que corrigem os juros da dívida pública. As taxas são incorporadas mês a mês ao estoque da dívida, conforme o indexador de cada papel.

No mês passado, a Dívida Pública Mobiliária (em títulos) Interna, em circulação no mercado nacional, subiu 2,44%, passando de R$ 3,735 trilhões para R$ 3,826 trilhões. A queda de 2,75% do dólar no último mês fez a Dívida Pública Externa recuar 2,48% em junho. O estoque passou de R$ 155,54 bilhões para R$ 151,68 bilhões.

Apesar da alta em junho, a DPF ainda não alcançou o limite inferior das previsões do Tesouro. De acordo com o Plano Anual de Financiamento, divulgado no início do ano, a tendência é que o estoque da DPF encerre o ano entre R$ 4,1 trilhões e R$ 4,3 trilhões.

Por meio da dívida pública, o governo pega emprestado dos investidores recursos para honrar compromissos. Em troca, compromete-se a devolver o dinheiro com alguma correção, que pode ser definida com antecedência, no caso dos títulos prefixados, ou seguir a variação da taxa Selic, da inflação ou do câmbio.

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4 comentários

  • E se a gente falar em dívida bruta do Brasil que envolve além do governo federal, governos estaduais e municipais, aí a dívida sobe pra R$ 5,5 trilhões! Alguém acha muito? A dívida pública do Japão já atingiu 255% do PIB de lá, nos Estados Unidos a relação dívida pública e PIB está em 110%, Nas Américas o bom exemplo vem da Venezuela: nela a dívida está em 25% do PIB. Não fosse o boicote dos Estados Unidos e seus capachos à economia venezuelana, a economia lá estaria de vento em popa.

  • Osnéu Liberau

    É verdade que essa dívida é assustadora. Mas o nosso presidente tem tudo para reduzi-la significativamente nos oito anos de governo que ele terá pela frente. Medidas de economia estam sendo tomadas e em breve seus resultados vão aparecer. Cito o exemplo dos remédios caros que o governo está parando de distribuir. O corte na distribuição dos medicamento de auto custo trará economia siguinificativa no caixa do governo. Outro exemplo são os cortes das verbas para as universidades federais e para pesquisa. Em breve os londrinenses leram posts como este e rirao já que o governo bolsonaro vai transformar o nosso caixa de deficitário para superavitario. Podem acreditar.

  • Aquele Brasil maravilha, que tinha sanado a dívida pública, sobrava emprego, renda alta, pobre andando de avião, férias no nordeste e tudo mais aonde foi parar? Agora é o Brasil dos anos 80, 90, da dívida alta, desemprego, só os ricos podem. Mas na verdade continua e sempre esteve a mesma coisa…

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