
Hoje, como informou este Contraponto, os prefeitos e vereadores do partido no Paraná divulgaram carta aberta contra a decisão do líder maior para que aderissem à campanha de Fernando Haddad, do PT. É a primeira humilhação pública em forma de rebeldia, inimaginável até anteontem. Deve doer fundo em Requião.
O desapego imediato e de primeiro grau é o caminho mais lúcido na pós-derrota eleitoral para o Senador. Na beira dos 80, ao término do seu mandato em Brasília, Requião seria uma espécie de FHC do Paraná, mais nervoso e mais incisivo, mas sempre na honorável posição de conselheiro-mor. Sem poder de mando.
Será que ele consegue? É bom que sim. O outro caminho é o das pequenas humilhações públicas, tão dolorosas quanto devastadoras para uma biografia política repleta de grandes vitórias.














1 comentário
Campos
Com certeza esses prefeitos e vereadores se transformaram em cabos eleitorais do Bolsonaro. São os novos emedebistas. Os da turma do Requião com certeza não apoiariam, muito ao contrário, um defensor da ditadura militar e da tortura. Mas a manifestação desses prefeitos e vereadores não deve surpreender quem conhece a história do MDB. Ainda nos anos da ditadura militar, o próprio MDB era dividido em 2 grupos: o dos autênticos, que lutavam contra o regime autoritário e pelas liberdades democráticas, e o dos adesistas, apoiadores do regime de exceção. Porém esses prefeitos e vereadores que criticam publicamente o maior líder que o MDB paranaense teve não percebem que Bolsonaro é ainda pior que os generais que criaram o golpe de 64. Bolsonaro não é nem mesmo nacionalista, não passa de um reles entreguista que a História só irá confirmar.