Essa JBS…

Do Ricardo Boechat

Novo Abacaxi

Uma fraude com muitos zeros caiu no radar da Receita Federal. Envolve negócios da JBS com forte suspeita de crime fiscal. Segundo as investigações, vendas da JBS Couros para outra empresa do grupo, incumbida da exportação de produtos acabados, registravam preços até 900% acima do mercado, inflando ganhos artificiais numa ponta e gastos na outra. Um dos indícios do esquema está na vertiginosa queda de receita da unidade depois que a Lava Jato apertou o cerco sobre a família Batista. O faturamento da JBS Couros despencou de R$ 680 milhões em 2016 para (projetados) R$ 150 milhões esse ano.

JBS 2
Pressão externa

Quem deu o alerta para o golpe foi uma auditoria internacional, contratada por exigência de compradores estrangeiros, preocupados com possíveis danos de imagem decorrentes dos escândalos envolvendo a JBS. Um deles foi a italiana Alfa Romeu. Os auditores levantaram evidências da falcatrua, mas não assinaram o relatório final por discordarem de modificações exigidas pela empresa brasileira no texto do documento.

Corrupção

Tala Larga

Ex-sócio do doleiro Alberto Youssef, o empresário Leonardo Meirelles incluiu em seu acordo de delação premiada com a Lava Jato denúncias envolvendo o braço brasileiro de uma multinacional do setor automotivo. Não é uma montadora, mas uma gigante na fabricação de componentes. O crime refere-se a pagamento de propina a fiscais do ICMS em São Paulo. Pelo menos US$ 1 milhão foi depositado no exterior.

https://istoe.com.br/coluna/ricardo-boechat/

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