Ex-diretor do DER tinha influência junto às concessionárias de pedágio

Do Angelo Rigon

Nelson Leal Junior (dir.), ex-diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná, preso na 48ª fase da Operação Lava Jato, contava com “relacionamento estreito” com as diretorias das concessionárias de pedágio e obtinha vantagens pessoais desse relacionamento.

A informação consta do pedido de prisão de sete envolvidos, feito pela força-tarefa do Ministério Público Federal, que reproduz conversas em que Nelson Leal trata da obtenção de R$ 70 mil em patrocínio da Viapar, atendendo demanda do presidente da Sociedade Rural de Paranavaí, Mario Helio Lourenço de Almeida Filho. O pedido foi feito a José Camilo Carvalho, presidente da Viapar. “Reservei um camarote exclusivo para vc na tribuna de honra. Os camarotes nossos são p 10 pessoas mas pedi para fazer camarotes de 15 pessoas p te atender conforme vc tinha me solicitado”, diz mensagem de Mario Hélio a Nelson Leal, que é nascido em Paranavaí. “Solicitações em andamento”, havia confirmado o diretor da concessionária. “O diálogo é ilustrativo de todo o alegado pelo MPF desde a peça inicial.

Confira aqui o pedido do MPF de transformação de prisão temporária para prisão preventiva de envolvidos presos dia 22 na Operação Integração.

2 comentários em “Ex-diretor do DER tinha influência junto às concessionárias de pedágio

  • 14/03/2018, 11:21 em 11:21
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    Os da foto têm muito$$$$$$$$ motivo$$$$$$$$ pra rir: nós, pra chorar!

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  • 14/03/2018, 13:03 em 13:03
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    Os três vestiram a camisa errada. O Pepe Richa indicou e o seu irmão governador nomeou este cidadão manchou a história de 72 anos do DER/PR. Nunca na sua história teve um Diretor Geral preso. Nesse governo virou rotina caso de polícia, como o Diretor Geral da SEED, também preso. Todos tem o dever de ser honesto, mas como sugestão os nomeados em cargos comissionados deveriam passar por uma sabatina na qual seria obrigatório as matérias de cidadania, ética e honestidade, mostrando as mesmos de quando nomeados para cargo de confiança também são servidores públicos, atualmente os nomeados sequer sabem distinguir o que é dever e direitos no serviço público. Acontecem hoje que os nomeados fazem no serviço público o que faziam na privada.

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