Furar fila no SUS dá cadeia

do Contraponto

Operação do Ministério Público que investiga agentes públicos e médicos em organização criminosa que cobrava indevidamente de pacientes para furar a fila do Sistema Único de Saúde (SUS) em diversas cidades paranaenses, já resultou, até esta quarta-feira (14) em denúncias de 43 pessoas.

Os réus foram denunciados pela prática de 49 crimes de concussão (“ato de exigir para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida”, segundo o Código Penal), contra 44 vítimas.

Seis dos requeridos são médicos – já afastados de suas funções no SUS por decisão judicial.

De acordo com o Ministério Público do Paraná, os casos denunciados envolvem o valor total de R$ 100.800,00 de cobranças indevidas. Além das ações penais por concussão, o MPPR requereu indenização por danos materiais e por danos morais no valor total de R$ 440 mil, a serem revertidos para as vítimas.

O esquema era gerenciado por funcionário do gabinete do ex-deputado Ademir Bier que, em ligações trocadas com pacientes que recorriam às facilidades para apressar atendimento pelo SUS, pedia votos para a reeleição do parlamentar. Além de médicos, hospitais e clínicas também participavam do fura-fila ilegal.

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