
Será na sede da Embrapa, no distrito da Warta. Segundo a assessoria, representantes da Nokia, da Sercomtel e da Embrapa Soja vão realizar demonstrações de soluções tecnológicas para o agronegócio, que se beneficiará da nova tecnologia.
O município já havia sido escolhido pelo Ministério das Comunicações para receber o projeto-piloto para utilização da tecnologia em áreas rurais. Essa definição ocorreu porque Londrina abriga o primeiro Polo Tecnológico do Agro instalado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) há um ano e meio.
Agricultura Digital
Além de Londrina, participam do projeto-piloto os seguintes municípios: Rondonópolis (MT), Padef (DF), Uberaba (MG), Ponta Porã (MS), Rio Verde (GO), Petrolina (PE) e Bebedouro (SP). Esses municípios devem receber uma antena até o final do ano. Em locais onde a agricultura digital já é realidade, o uso da internet das coisas demanda um sinal de internet 5G para conexão entre coisas (principalmente objetos) e organismos biológicos como é o caso de plantas e animais.
Dessa forma, sensores permitem, assim, a captação de informações de componentes de solo, de componentes de plantas e de desempenho animal. Os dados capturados são processados em plataformas e sistemas, subsidiando o produtor na tomada de decisão dentro da porteira, no sistema produtivo; e fora dela, quando a produção vai para o varejo, processamento, indústria, distribuição, até a mesa do consumidor. Para começar a ser utilizada no Brasil, a tecnologia 5G aguarda leilão da nova geração de internet, previsto para o segundo semestre deste ano.
A conectividade via fibra óptica também pode atender regiões rurais desde que próximas ao perímetro urbano, já que depende de cabeamento para a conexão de internet. O modelo é considerado de alta performance sendo imune a interferências e falhas de sinal.
Para a implantação de algumas infraestruturas de conectividade, o Mapa atuará em parceria com os entes de governo para disponibilização de linhas de crédito com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), do qual participará do comitê gestor, ainda pendente de regulamentação via decreto.
A conectividade é apenas a infraestrutura para a chegada da internet às comunidades rurais. A partir desse caminho pavimentado outras camadas como aplicações e serviços digitais serão a alavanca para o agro digital. Assim, o desenvolvimento de plataformas e programas de internet das coisas no campo; a integração de bancos e plataformas de dados para prover painéis estratégicos; o desenvolvimento de marketplaces digitais dentre outras aplicações se tornam fundamentais para o segmento.
Polo Tecnológico do Agro
Londrina foi a primeira cidade do País a receber a chancela do Mapa como “Polo Tecnológico do Agro”, em solenidade realizada em novembro de 2019 no Parque de Exposições Ney Braga, sede da Sociedade Rural do Paraná, e que contou com a participação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Para ser considerado “Polo Tecnológico”, foi reconhecido um conjunto de características formalmente instituídas na cidade como instituições de ensino, pesquisa, governança, entidades, empresas e produtores rurais que conferiam à cidade essa titulação. É um projeto importante porque pode atrair parceiros interessados em firmar acordos de cooperação em iniciativas comerciais, de ensino e pesquisa para o desenvolvimento de estratégias e novas soluções para o setor.
Programa SBC
Outro ponto importante da agenda da chefia da Embrapa Soja em Brasília, ontem, dia 26, foi a reunião com a deputada federal Aline Sleutjes (PSL), presidente da comissão de agricultura na Câmara dos Deputados. Nepomuceno conversou sobre o cronograma para estruturação da emenda parlamentar que está apoiando o programa Soja Baixo Carbono (SBC). A deputada reforçou a importância de se valorizar o potencial da Embrapa com iniciativas estratégicas para garantir a competividade do agronegócio brasileiro. “Tenho um orgulho enorme da Embrapa e vou batalhar sempre para que as agendas aconteçam. Contem comigo” reforçou a deputada.
Além disso, a deputada apresentou temáticas que estão preocupando o legislativo como os custos da cadeia de carnes em função da alta dos preços das commoditties e a necessidade de visão de longo prazo dos investimentos em pesquisa. “Fizemos muitas articulações importantes para a Embrapa, o que irá refletir positivamente para todo setor agrícola. A Embrapa estando fortalecida, tem condições de apoiar tecnicamente as iniciativas do setor produtivo. Isso traz resultados positivos a toda sociedade. Por isso, temos a intenção de estar presente nas grandes agendas do legislativo, mostrando que nossa missão é favorecer o agronegócio brasileiro, trazendo sempre respaldo científico às ações no campo”.
Durante a visita à Praça dos Três Poderes, em 26 de maio, a chefia da Embrapa Soja também teve oportunidade de conversar com o senador Davi Alcolumbre (AP) sobre recomposição do orçamento da Embrapa e a construção da usina fotovoltaica da Unidade. A agenda teve ainda um rápido encontro com o presidente Jair Bolsonaro, que está acompanhando como a agenda de conectividade 5G avança a passos largos nas áreas rurais brasileiras.
*Com informações da Embrapa















2 comentários
Japa
A SERCOMTEL até agora não fez um centavo de investimentos. O atendimento ao cliente está péssimo e foi transferido para Curitiba, assim como a SEDE da empresa, que fará um rombo para o município com relação ao recolhimento de impostos. Mesmo assim a empresa vai apresentar lucros derivados exclusivamente na economia que vai fazer na diminuição da folha de pagamento com a saída de centenas de funcionários.
Satanás
Será que os bolsominions que participarão desse evento em penca vão reclamar que seu governo deve excluir a chinesa Huawei do processo de implantação da internet 5G? Com certeza não, são endinheirados e não se importarão com uma internet mais cara do que a fornecida pela Huawei. Aliás, além de mais cara, o governo Bolsonaro vai enfiar goela abaixo dos brasileiros uma internet de pior qualidade do que a internet da Huawei. Mas os bolsominions também não se preocupam com esse detalhe: são os mesmos ignorantes que não sabem o que é auditoria digital e que defendem a volta das eleições no formato da época da ditadura militar. Bando de comédia!!!