Governo queria 200,00. Câmara dos Deputados aprovou 600,00 para pessoas de baixa renda

Da Veja

O projeto que garante auxílio emergencial mensal de 600 reais a pessoas de baixa renda em meio à pandemia de coronavírus, aprovado na noite de quinta-feira 27 na Câmara dos Deputados, deve ser votado no Senado na próxima segunda-feira 30. A informação é do líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

O parlamentar afirmou que pedirá, na manhã desta sexta-feira, 27, aos líderes do Senado para que o projeto seja incluído na pauta do dia. “Formalizarei o pedido aos líderes e certamente não haverá oposição à ideia de votarmos o projeto na segunda-feira”, disse o senador a VEJA.

O auxílio, que passou a ser chamado de “coronavoucher” pelos parlamentares, foi aprovado em votação simbólica na Câmara. O projeto prevê o pagamento de 600 reais a trabalhadores informais por três meses em razão da pandemia do coronavírus — a proposta inicial do governo era de 200 reais. A mulher que for mãe e chefe de família poderá receber 1,2 mil reais mensais.O líder do governo destacou o esforço do Congresso em aprovar projetos relacionados ao combate da crise causada pelo coronavírus no Brasil. “Apesar de toda confusão envolvendo as medidas do governo, as medidas dos governadores, a polêmica criada depois do discurso do presidente Jair Bolsonaro, nas ações efetivas, oposição e situação têm trabalhado muito bem. As últimas quatro ou cinco matérias encaminhadas ao Congresso tiveram 100% de aprovação dos parlamentares”, afirmou a VEJA.

Questionado sobre as negociações entre governo e Congresso na alteração do valor a ser pago a trabalhadores informais e pessoas de baixa renda, o senador Eduardo Gomes afirmou que, além das medidas aprovadas para superar a crise causada pelo coronavírus, a equipe técnica do Ministério da Economia tem preocupação “em longo e médio prazo”. “Inicialmente, eram 200 reais por três meses. Agora, 600 reais por três meses. É uma crise que vai nos dando lições e impondo necessidade de decisões muito rapidamente. O cenário muda em cinco minutos. Exatamente por isso, as duas partes [Congresso e Planalto] precisam ceder”, disse.

Para ter acesso ao auxílio, o beneficiário deve cumprir, ao mesmo tempo, os seguintes requisitos:

– ser maior de 18 anos de idade;
– não ter emprego formal;
– não receber benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de outro programa de transferência de renda federal que não seja o Bolsa Família;
– renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo (522,50 reais) ou renda familiar mensal total (tudo o que a família recebe) de até três salários mínimos (3.135 reais);
– não ter recebido rendimentos tributáveis, no ano de 2018, acima de 28.559,70 reais.

A pessoa candidata deverá ainda cumprir uma dessas condições:
– exercer atividade na condição de microempreendedor individual (MEI);
– ser contribuinte individual ou facultativo do Regime Geral de Previdência Social (RGPS);
– ser trabalhador informal inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico); ou
– ter cumprido o requisito de renda média até 20 de março de 2020.

6 thoughts on “Governo queria 200,00. Câmara dos Deputados aprovou 600,00 para pessoas de baixa renda

  • 27/03/2020, 13:40 em 13:40
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    Se considerarmos somente os desempregados ou sem emprego formal 12.000.000 já seriam R$ 7,2 bilhões por mês.
    Calcula-se que o número a quem terá direito seja de 100 milhões de pessoas. O governo federal somente terá como pagar esta conta com confisco do dinheiro em bancos.

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  • 27/03/2020, 14:21 em 14:21
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    Corrigindo…Governo queria 200, Deputados queriam 500 e Governo envia proposta de 600 que acaba sendo aprovada.

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    • 27/03/2020, 18:59 em 18:59
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      Fausto, a proposta é do deputado Eduardo Barbosa, do PSDB de MG. A proposta inicial da dupla Bolsonaro & Paulo Guedes era sim de R$ 200 (quem tiver memória, deve se lembrar do noticiário da semana passada quando foi divulgado esse valor) e se chegou aos R$ 600 depois de intensa negociação entre os dois poderes. Por motivos óbvios e justos se chegou ao valor de R$ 600. E só os ignorantes e os leitores que têm preguiça pra ler muitas letrinhas que estão achando que o governo vai distribuir esse dinheiro a rodo. No final do texto estão as condições para receber esse benefício emergencial e ele será distribuído apenas por 3 meses, podendo ser prorrogado por mais três meses. E para a turma que reclama dos impostos pagos no país uma observação: um percentual bem gordo desse dinheiro volta para os cofres do governo na forma de impostos recolhidos. Talquei?

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  • 27/03/2020, 16:01 em 16:01
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    Jurar pela alma dos outros é mais fácil e pratico……

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    • 27/03/2020, 19:23 em 19:23
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      Ao ser afastada pelo GOLPE, Dilma deixou 378 bilhões de dólares em reservas cambiais; Esse dinheiro está sendo “torrado” por Bolsonaro e Guedes para tentar “segurar” a cotação do dólar. Mas esse dinheiro seria muito melhor empregado, se custeasse esse benefício, que poderia e deveria atender metade da população brasileira. As reservas cambiais deixadas por Dilma ao câmbio de hoje dariam quase 2 trilhões de reais.

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  • 27/03/2020, 16:03 em 16:03
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    Que materia tendenciosa Sr paçoca, digna de um petista, o congresso queria 500,00 e o Bolsonaro quis 600,00, nao tente enganar os seus leitores, o povo nao e bobo

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