Justiça de Minas cassa dois deputados por abuso de poder Religioso

Uma decisão tomada pela Justiça Eleitoral de Minas Gerais, no dia 27 de agosto, pode por fim em alguns abusos que ocorrem em eleições. Além do abuso do poder econômico e do poder político, a Justiça de Minas puniu dois deputados eleitos por abuso de poder religioso.

Form cassados os mandatos do deputado estadual Márcio José Machado Oliveira (PTB-MG), o Missionário Márcio Santiago e do deputado federal Franklin Roberto de Lima Souza (do PTdoB).

Machado é sobrinho do pastor Valdemiro Santiago de Oliveira, da Igreja Mundial do Poder de Deus, de orientação evangélica.

Os dois deputados que foram cassados estiveram num evento organizado por Valdemiro Santiago em Belo Horizonte, com cerca de 25 mil pessoas presentes, e distribuíram panfletos e outros materiais de campanha. Também subiram ao palco a convite do pastor Valdemiro Santiago, que pediu votos para ambos aos fiéis presentes.

Segundo o advogado Frederico Reis, de Londrina, especialista em direito eleitoral, há muito se esperava uma decisão como esta. “Nós sempre consideramos esse tipo de atitude um abuso. Imagina você fechar uma igreja – independentemente da religião – com a “benção” do religioso determinando o voto em tal candidato! Isto é abuso e agora temos uma decisão judicial que diz isso”, comentou Reis.

Um comentário em “Justiça de Minas cassa dois deputados por abuso de poder Religioso

  • 02/09/2015, 17:39 em 17:39
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    Frederico menos aqui no Parana, tem muitos que sentam abre o saco de dinheiro e compram o voto na cara dura….são todos vagabundos, uns usam Deus e outros a casa da moeda que diferença faz.

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  • 02/09/2015, 22:44 em 22:44
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    Não gosto da bancada da Bíblia. Mas também detesto a bancada do boi e a bancada da bala. E prefiro os candidatos que não sejam financiados por empresas. Aliás uma pequena luz no túnel: o senado acabou de aprovar o fim do financiamento de partidos e candidatos por empresas. Mas essa decisão da Justiça Eleitoral de MG (que nunca fez nada contra os abusos do Aécio e do resto de sua turma – incluindo os Perrela – em eleições) vai acabar se configurando como uma decisão discriminatória. Poder econômico pode ser. Abuso de poder religioso não existe.

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