Justiça libera diretores da CPL para retornarem às suas funções

Justiça de Londrina libera diretores da Clinica Psiquiátrica de Londrina para retornarem às suas funções na empresa e nas suas atividades profissionais.

O médico psiquiatra Paulo Fernando de Moraes Nicolau voltou a clinicar normalmente hoje, quinta-feira, dia 18. Ele vai retomar também seu trabalho de formação de novos psiquiatras, uma vez que a Clínica Psiquiátrica de Londrina – CPL, igual ao Hospital Universitário, é uma das poucas instituições do País credenciadas a atuar como hospital escola.  Já a enfermeira Mara Lúcia Silvestre, por questões pessoais, por enquanto não vai retomar os trabalhos. Ambos decidiram não voltar ao cargo de administradores. Eles estavam afastados desde fevereiro.

A decisão do juiz da 5 Vara Criminal de Londrina, Paulo Cesar Roldão, saiu ontem a noite (quarta-feira) liberando os diretores a voltar a seus cargos. O advogado de defesa, Walter Bittar, explica que o prazo de afastamento de ambos terminou oficialmente e o pedido do Ministério Público de prorrogação foi negado. “O Juiz entendeu que não há motivos para manter o afastamento. As acusações são infundadas e vamos provar a inocência deles no decorrer do processo”, afirma. Sobre a denúncia do MP aceita parcialmente pela justiça, Bittar esclareceu que já juntou ao processo mais de 500 laudas com documentos mostrando a inconsistência e falta de verdade nas acusações do MP. “Inventou-se uma situação de pressão para inviabilizar o serviço”, disse Bittar.

Durante os sete meses de afastamento dos diretores, as clínicas CPL e Villa Normanda continuaram atendendo normalmente. Bittar informou ainda que, no devido tempo, provada a inocência das acusações, o grupo vai buscar a responsabilização, processualmente e juridicamente, pelos grandes prejuízos  provocados às pessoas injustamente acusadas e às instituições.

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