Londrina de novo no tráfico

Em nova operação gigante contra o tráfico, a Polícia Federal prendeu um dos maiores traficantes brasileiros no último sábado. Em Sorriso (398 km ao norte de Cuiabá), foi detido o traficante de drogas Luiz Carlos da Rocha, conhecido como “Cabeça Branca”, foragido há quase 30 anos, dono de um patrimônio estimado em pelo menos US$ 100 milhões e considerado o mais procurado da América do Sul. A operação envolveu 150 policiais e cumpriu 24 mandados judiciais.

Pois é. E não é que Londrina, mais uma vez, estava nas paradas. Aqui foi preso Wilson Roncarati, considerado o braço direito de Rocha, responsável pela movimentação de dinheiro do Paraguai a São Paulo. Foram apreendidos nove imóveis e dez veículos. Três pessoas foram conduzidas coercitivamente para depor. (leia mais)

4 comentários em “Londrina de novo no tráfico

  • 03/07/2017, 10:44 em 10:44
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    Trinta anos pra conseguir prender o cara… Muito tempo, não achas, Paçoca? E essas transformações do cara estão na categoria tabajara (como os governos Temer, Beto Richa e Marcelo B.). É verdade que ele remoçou ao longo do tempo. Mas isso até a Avon e a loção Grecin conseguem.

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  • 03/07/2017, 14:26 em 14:26
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    Se estivesse em Brasilia ou no senado jamais seria preso.

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  • 03/07/2017, 14:49 em 14:49
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    Pensando bem.

    Após tantos anos em que ele atuou no tráfico de drogas, quanta propina foi paga para não ser molestado?
    Será que ele entrega os maus policiais?

    E não será possível que Londrina desde aquele traficante Gilberto Yanes, cuja mansão na Colina Verde virou sede da Polícia Federal londrinense, não eliminou este câncer:
    Desde 1985:
    http://doclondrina.blogspot.com.br/2012/12/em-busca-do-po-conexoes-londrina.html

    Em 1999:
    O pecuarista José Antônio Daher, ao que tudo indica, foi pego no começo de suas operações. Há um trecho dos autos criminais (Ação Penal nº 99.20.1169-7; Apelação Criminal nº 2004.04.01.019869-0), disponível no site JusBrasil. Daher e seus companheiros estrangeiros articulavam um esquema, que posteriormente foi utilizado com sucesso por outro londrinense, Luis Carlos da Rocha (ver o post abaixo, O Pó e o Pé Vermelho).

    Ato contínuo, a aeronave foi reabastecida com combustível adquirido, no dia anterior, pelo denunciado David Rodrigues Alfredo, mas não pôde decolar em virtude de pane mecânica, pernoitando na Fazenda Santa Maria. Por fim, a droga foi transportada na caminhonete desde a propriedade rural até a residência de José Antônio Daher em Londrina, local em que foi apreendida por policiais federais.

    Ver o documento na íntegra na página doJusBrasil -http://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/18641110/revisao-criminal-rvcr-25402-pr-20090400025402-5-trf4/inteiro-teor
    https://trf-4.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/18641110/revisao-criminal-rvcr-25402-pr-20090400025402-5/inteiro-teor-18641111

    A matéria completa do jornal El País – http://elpais.com/diario/1985/03/15/internacional/479689228_850215.html

    Em 2012:

    http://doclondrina.blogspot.com.br/2012/12/o-po-e-o-pe-vermelho-londrina-e-os.html?q=O+P%C3%B3+e+o+P%C3%A9+Vermelho

    O dinheiro foi roubado por um grupo de policiais federais; no depósito da PF, parte da cocaína foi trocada por gesso e vendida aos traficantes…
    Mas, o interessante é que esse esquema tinha o selo “pé vermelho”. Um dos homens presos na operação, Carlos Roberto da Rocha, conhecido por Tob, é empresário, residente em Londrina e irmão de Luiz Carlos da Rocha, considerado na reportagem, “um dos maiores traficantes brasileiros, distribuidor de drogas para diversas quadrilhas.” Luiz Carlos, conhecido como Cabeça Branca, nunca foi preso. Tob não teve a mesma sorte, mas já se encontra de volta a Londrina, segundo a jornalista Consuelo Dieguez, onde “cuida de suas empresas”.
    Na época da apreensão foi divulgado nos jornais que a droga vinda da Colômbia pousou no Mato Grosso do Sul, e depois veio por terra para Londrina. Daqui foi para o Rio de Janeiro onde seria exportada para Portugal, por via marítima, mocozada num carregamento de buchos de boi congelados. Uma operação que renderia aos empresários do pó um lucro de 100 milhões de reais.
    Uma outra matéria interessante sobre essa nova cara do tráfico, que passa por Londrina e pelo Paraná, foi publicada na revista Época (30/09/2011).
    Doc.Londrina apresenta alguns trechos da matéria assinada pelo jornalista Hudson Corrêa, intitulada Os novos donos do tráfico.

    Quem quiser ler essa matéria na íntegra, o link é esse: http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2011/09/os-novos-donos-do-trafico.html.
    Já a reportagem da revista piauí foi reproduzida no site da Federação Nacional dos Policias Federais. (http://fenapef.org.br/fenapef/noticia/index/40957).

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