Ministério da Saúde, em documento enviado à CPI, admite ineficácia do kit tratamento precoce

Do Congresso em Foco

O Ministério da Saúde admitiu em documentos enviados à CPI da Covid essa semana que medicamentos que compõem o chamado “kit covid“, amplamente defendidos por Jair Bolsonaro, são ineficazes contra o vírus.

“Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados, sendo eles: hidroxicloroquina ou cloroquina, azitromicina, lopinavir/ritonavir, colchicina e plasma convalescente. A ivermectina e a associação de casirivimabe + imdevimabe não possuem evidência que justifiquem seu uso em pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados nessa população”, diz documento.

Duas notas técnicas foram entregues à comissão por um pedido do senador Humberto Costa (PT-PE).

A CPI apura se a existência de um gabinete paralelo ao Ministério da Saúde influenciou o atraso na compra das vacinas, o favorecimento de laboratórios e a compra de medicamentos do “kit covid” sem eficácia para o tratamento da doença.

Uma primeira lista de testemunhas que são investigadas pela comissão por terem composto este gabinete e insistido no uso dos medicamentos são: o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o ex-chefe da comunicação do governo, Fábio Wajngarten, as médicas Mayra Pinheiro e Nise Yamaguchi e o ex-chanceler Ernesto Araújo.

Também constam na lista de investigados: o ex-assessor do Ministério da Saúde Elcio Franco, o conselheiro do presidente Arthur Weintraub, o empresário Carlos Wizard, Franciele Fantinato, Helio Neto, Marcellus Campelo, Paulo Marinho Zanotto, Luciano Dias Azevedo e o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga.

2 thoughts on “Ministério da Saúde, em documento enviado à CPI, admite ineficácia do kit tratamento precoce

  • 14/07/2021, 13:26 em 13:26
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    Todos genocidas.

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  • 14/07/2021, 14:34 em 14:34
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    Enquanto o motoqueiro fazia propaganda enganosa do tratamento precoce e de medicamentos ineficazes contra a covid e dispensava a compra das vacinas Coronavac e Pfizer, a outra “equipe” batalhava para fazer negócios através da compra da vacina indiana que nem tinha sido aprovada pela Anvisa. Se não fosse o Dória e um diligente funcionário público, nossa vacinação estaria ainda mais atrasada e milhões de reais certamente já teriam ido pelo ralo da corrupção.

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