Não conseguem analisar o IPTU, mas tem convicções sobre ideologia de gênero

A Câmara de Vereadores de Londrina sempre a impressionar.

No ano passado comprovou que não sabe fazer contas ao aprovar o aumento extorsivo do IPTU que, em muitos casos, passou de 400%. Muitos vereadores confirmaram que não sabiam o impacto da Lei.

E estes mesmos vereadores que tem dificuldade com a matemática, discutem hoje, com suposta propriedade e circunstância o tema alardeado eleitoralmente pela extrema direita, a Ideologia de Gênero. Tema este que provoca dúvidas em estudiosos em todo mundo.

Mas os vereadores de Londrina, obviamente, não têm dúvidas.

Veja algumas definições:

Judith Butler – Em seu livro Gender Trouble: Feminism and the Subversion of Identity (Questão de gênero: o feminismo e a subversão da identidade), ela afirma que “o gênero é uma construção cultural; por isso não é nem resultado causal do sexo, nem tão aparentemente fixo como o sexo”. Na mesma obra, Butler ainda defende que “homem e masculino poderiam significar tanto um corpo feminino como um masculino; mulher e feminino tanto um corpo masculino como um feminino”.

Bella Abzug, ex-congressista americana. “O sentido do termo ‘gênero’ evoluiu, diferenciando-se da palavra ‘sexo’ para expressar a realidade de que a situação e os papéis da mulher e do homem são construções sociais sujeitas à mudança”.

 

4 comentários em “Não conseguem analisar o IPTU, mas tem convicções sobre ideologia de gênero

  • 13/09/2018, 10:26 em 10:26
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    Os vereadores que aprovaram essa lei inconstitucional pensam estar vivendo na Idade Média. São uns tolos que alimentam uma cultura medieval. Imagine se algum dia eles ouviram falar em Judith Butler e Bella Abzug. No máximo eles reproduzem algumas bobagens ditas por um filósofo retrógrado brasileiro que vive nos Estados Unidos. Pra ser sincero, esses vereadores nem mesmo cristãos devem ser. Vivessem eles nos tempos de Jesus, eles teriam mandado apedrejar também Jesus quando defendeu Maria Madalena. Mas essa lei é uma bobagem que nasce jogada na lata de lixo. As escolas, públicas ou privadas, é formada por um grupo heterogêneo, incluindo aí, homossexuais, lésbicas… Aliás, grupo que engloba alunos, professores, orientadores educacionais, administradores, funcionários em geral. A discussão do tema proibido pelos vereadores retrógrados acaba sendo uma exigência da qual a escola não pode fugir. Vereadores, na discussão e aprovação dessa lei, vocês gastaram dinheiro do meu IPTU à toa.

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  • 13/09/2018, 11:29 em 11:29
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    “Tema este que provoca dúvidas em estudiosos em todo mundo.” Se possui dúvidas mantenham como está, Sr. Paçoca.

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  • 13/09/2018, 14:52 em 14:52
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    Lamentável essa intervenção na educação, uma judiação com quem não nasceu heterosexual

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  • 13/09/2018, 15:19 em 15:19
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    STF , ministro barroso, ja disse q é inconstitucional em lei similar de Foz do Iguaçu, kd o depto juridico da camara de Londrina pra dar um toque pros dignissimos? Perdendo tempo e dinheiro do povo de Londrina

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