No enfrentamento da crise

Coluna Armando Burd

Mesmo com os ataques quase diários do presidente Jair Bolsonaro, nunca um governo utilizou tanto os veículos de comunicação. Ministros e técnicos aproveitam os amplos espaços postos à disposição para orientar e esclarecer a população.

Confiáveis
Não haverá pedido, mas quando a pandemia passar, muito provavelmente virá o agradecimento do governo pela prestação de serviço de jornais, sites, rádios, jornais e TV. Veículos com nome, identificação de endereço, CNPJ e diretores registrados.

O poder gosta de uma só versão
A relação conflituosa vem de longe. Somente com a chegada de Dom João VI, em 1808, instituiu-se a Imprensa Régia, onde passou a ser impresso a Gazeta do Rio de Janeiro, a partir de 10 de setembro do mesmo ano. Foi o primeiro jornal do país e só podia publicar a versão oficial. Até 1821, tinha duas edições semanais. Depois passou a circular três vezes por semana.
O primeiro jornal brasileiro que incluía conteúdo de oposição só pôde ser editado em Londres por Hipólito José da Costa. Circulou de 1º de junho de 1808 a 1923. Chegava ao Rio de Janeiro de forma clandestina.

Conflito no meio da tragédia
O presidente Donald Trump arrumou um adversário de peso: o jornal The York Times que o acusa de expor seu fracasso no combate ao coronavírus. Afirma que é lento e responsável pelo desastre no país. Chegou a 25 mil e 402 o número de mortos nos Estados Unidos.
Querendo escapar, Trump achou um culpado: o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Ghebreyesus. Ontem, ordenou a suspensão do envio de verbas para a entidade. A França dá sinais de que ficará ao lado do presidente norte-americano.

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