O Novo (A)normal

“… E os ladrões, espalhados, enchendo os bolsos com o super faturamento de equipamentos e insumos hospitalares? Aumentando preços como se realmente não houvesse amanhã? Bancos posando de bonzinhos nas propagandas e ignorando pedidos de socorro por créditos a juros mais baixos?

A lista é enorme e você aí já deve ter lembrado de mais algum fato entre esses que assistimos estupefatos.
Daqui de meu posto de observação estou é vendo muita gente brincando com a morte, como se ela já não estivesse bastante visível.

E fico, acreditem, cada dia mais preocupada e temerosa com a forma dessa abertura precipitada, sem conscientização, como se o vírus tivesse tirado férias. Mas ele ainda está lá escalando a montanha em busca de asfixiar e tirar o oxigênio vital, todo feliz com os pratos oferecidos para sua alimentação, especialmente os pobres.
Para finalizar, não me venham falando em percentual de ocupação de leitos estar folgado. Ninguém quer vê-los cheios. Ninguém quer ficar doente. Não é possível que esse tal novo normal seja tão burro que não possa entender isso
Normal. O que é normal?“

MARLI GONÇALVES – editora do Chumbo Gordo

2 thoughts on “O Novo (A)normal

  • 13/06/2020, 22:18 em 22:18
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    E com a abertura do comércio em São Paulo, o vírus vai chegar muito mais longe e muito mais rápido. Mensageiros pra garantir isso é o que não falta. Hoje li uma entrevista de uma comerciante londrinense naquela muvuca da 25 de Março que tinha ido lá buscar mercadoria pro seu negócio. Ó céus! Logo em São Paulo, que já tem mais mortos pela covid do que a Inglaterra toda!

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  • 15/06/2020, 00:23 em 00:23
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    Ufa! Hoje assisti a propaganda eleitoral gratuita, digo, a live do Marcelo Belinati e fiquei tranquilíssimo quanto à pandemia que está sob controle absoluto em Londrina. Mas, mesmo assim, achou que vou completar minha quarentena em Curitiba. Explico. Curitiba tem 1.765.000 habitantes e 78 mortes de covid até agora. Londrina tem 486.000 habitantes e 45 mortes. Curitiba tem um morto a cada 22,6 mil habitantes e Londrina um morto a cada 10,8 mil habitantes. Tenho ou não tenho razão?

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