Reformas tributárias fatiadas destruíram a economia brasileira, diz Hauly

Luiz Hauly

do Congresso em Foco

O ex-deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) criticou a proposta do governo de fatiar a reforma tributária e lembrou que, desde a promulgação da Constituição de 1988, já foram feitas 17 modificações na legislação que “só destruíram o sistema tributário brasileiro e a economia”.

Autor da PEC 110/2019, proposta aprovada em 2018 em comissão especial da Câmara, Hauly afirma que as reformas fatiadas geraram no Brasil o maior contencioso – administrativo e judicial – do mundo, com cerca de R$ 5,4 trilhões sendo questionados no âmbito de União, estados e municípios. “É o efeito indesejável das iniquidades, das inconsistências, das incongruências”, disse ele ao Congresso em Foco.

3 thoughts on “Reformas tributárias fatiadas destruíram a economia brasileira, diz Hauly

  • 04/05/2021, 08:40 em 08:40
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    Pelo tempo qud o Hauly fala nessa reforma já dava ter construído e reformado umas 10 vezes.

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  • 04/05/2021, 11:29 em 11:29
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    E o presidente da Câmara Federal, que não passa de um preposto bolsonarista naquela casa legislativa, pretende outra reforma tributária fatiada. Ideia semelhante é a do ministro sem ideias, Paulo Guedes, que precisa apresentar aos seus bajuladores pelo menos uma mini reforma tributária. Embora nenhuma das duas reformas tributárias em discussão tiveram origem no incompetente e inútil ministério da Economia: uma proposta é do senado e a outra é do deputado federal Baleia Rossi. Para os ingênuos que sonham com uma reforma tributária (pra pagarem menos impostos, é claro) vai ficar em breve só a decepção. Garanto!

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  • 04/05/2021, 15:21 em 15:21
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    Essa reforma tributária proposta pelo senado, da qual o Hauly foi relator quando era ainda deputado e levava surras fantásticas nas eleições municipais, é na verdade uma tentativa de simplificação de impostos. Isto até que seria bom. O problema é que as pessoas querem pagar menos impostos e, para reduzir a carga tributária, é preciso reduzir os gastos públicos. Na proposta do senado, a reforma tributária não pode reduzir a arrecadação dos impostos. Sendo aprovada, a reforma garantiria o patamar atual de arrecadação. Afinal de contas, ninguém quer perder arrecadação: municípios, estados e governo federal. Então o resultado é que, se algum contribuinte passasse a pagar menos impostos, outros teriam de pagar mais. Aí que a porca torce o rabo. A reforma tributária vai cortar isenções fiscais? Os empresários beneficiados não vão aceitar nem deitados num caixão ou enrolados num saco plástico! Aliás, nem o Hauly teve a coragem de acabar com a Zona Franca de Manaus em sua proposta.

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