Também não é novidade: ACIL não apoia greve geral do dia 28 de abril

A Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), informa sua assessoria, considera toda manifestação popular democrática bem vinda quando se há o desejo verdadeiro pela mudança coletiva, mas acredita que a greve geral convocada para esta sexta-feira (28) por centrais e sindicatos contrários às reformas propostas pelo governo federal fere os ideais do progresso, uma vez que ocorre em um período difícil para o cenário econômico brasileiro.

Vale lembrar que a ordem para a paralisação ocorre após uma sequência de feriados, o que já resulta na redução da atividade econômica dos municípios.

Para a ACIL, a greve geral de todas as atividades não é o melhor instrumento para a defesa de interesses legítimos, tendo em vista que os segmentos da indústria, comércio e serviços são responsáveis por uma grande parcela do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e pela geração de postos de empregos. Atualmente, são 13 milhões de pessoas desempregadas no Brasil.

Para que haja mudanças e avanço, medidas precisam ser tomadas. É o caso da modernização da legislação trabalhista e da reforma da Previdência. Defendemos, portanto, o debate franco e construtivo para que a sociedade encontre o melhor caminho.

Ressaltamos a luta da entidade e o desejo coletivo pela retomada do crescimento, da competitividade e da produtividade brasileira. Desta forma, teremos a possibilidade de construir um Brasil com menos pobreza, desemprego e maior produtividade.

10 comentários em “Também não é novidade: ACIL não apoia greve geral do dia 28 de abril

  • 27/04/2017, 12:43 em 12:43
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    Como o título do post já diz, é óbvio que a Acil é contra a greve geral. Tá na cara que a Acil, também conhecida como “célula tucana” (risos) na Boca Maldita, apoia as reformas promovidas pelo governo Temer que a Acil também ajudou a ocupar a presidência do Brasil. Mas a Acil ainda vai entender que está dando um tiro no pé: está apoiando um governo corrupto (logo ela que dizia ser brava combatente da corrupção) e as medidas aprovadas (que espera sejam derrotadas no Senado) contra os trabalhadores também são contra os consumidores. Se a Acil só tem em seus quadros associados que vendem para a elite, beleza… que continue firme no apoio ao golpe.

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  • 27/04/2017, 13:44 em 13:44
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    A ACIL precisa tem posições mais firmes. Muito no muro.

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  • 27/04/2017, 15:40 em 15:40
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    A Reforma Trabalhista vai obrigar o empresario a indenizar o funcionario que pede demissao em 20% do FGTS e a hora extra vai saltar de 20% para 50%. A cada dia a atividade empresarial fica mais complexa, visto que a terceirizacao pouco auxilia o empresario na hora de contratar. A jusrisprudencia da Justica do Trabalho esta ai firme e forte. Essa Acil so defende bandidos como o Beto Richa e outras tranqueiras que por la frequentam. Tambem, com um presidente ex-petista. Vergonhosa essa Acil.

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    • 27/04/2017, 21:12 em 21:12
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      Não sei se o presidente da Acil é ex-petista. Certeza mesmo é que atualmente ele apoia a dobradinha Temer/PSDB ferrar os trabalhadores.

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  • 27/04/2017, 16:16 em 16:16
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    A CMTU multa os comerciantes por desrespeitar a Cidade Limpa. É lei tem que ser seguida. Mas, tá certo a Fundação de Esportes permitir aquelas faixas gigantes nas grades do Moringão. Nada contra os eventos, pelo contrário. Porém, a Lei precisa ser respeitada e quem preside o órgão é um Vereador que jurou respeitar as leis da cidade. Por muito menos o Boca aberta foi pra comissão de ética. Será esse uma caso? Basta uma denúncia na Casa de Leis.

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  • 27/04/2017, 17:34 em 17:34
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    Sinceramente, a opinião da ACIL é irrelevante. A greve é mecanismo de defesa social e pressão dos trabalhadores em contraposição aos anseios empresariais. A força do empresariado já está nos Poderes Executivo e Legislativo, visto que a maioria de seus agentes trabalha como advogados do segmento produtivo: recebem doação (honorários) por meio de “caixa 2” e agora tem que apresentar a fatura para seus clientes (não são eleitores, porque empresa não vota). Sinceramente, os empresários acham que o povo vai aceitar passivamente a essa tungada em seus direitos?

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  • 27/04/2017, 23:25 em 23:25
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    Lógico que a Acil não vai apoiar greve contra a reforma trabalhista do Temer. Afinal de contas, essa reforma é mamão com açúcar para os patrões, os associados da Acil. Que dono de empresa, do comércio ou da indústria, vai deixar de apoiar uma lei que vai permitir que ele reduza a jornada de trabalho de seus funcionários pra 30 h semanais pra diminuir os salários deles? Maravilha, boss! Já pensou os patrões poderem contratar empregados e pagá-los por hora? “Amanhã você não precisa vir trabalhar… e eu não preciso te pagar.” E vai ser o céu na hora de botar o empregado na rua. Depois do acerto, o empregado não poderá recorrer à justiça se algum valor ficar devido. E que empregado, pra fazer o acerto, vai reclamar na cara do patrão da falta de pagamento? Ó céus! A Acil deve estar planejando churrascos, festas, foguetórios para quando Temer sancionar o fim da CLT.

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  • 28/04/2017, 08:26 em 08:26
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    Eu vi essas faixas e achei fora de propósito. Horrível.

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  • 28/04/2017, 22:21 em 22:21
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    Além de não apoiar, acho que ela vai colocar sua turma de redatores de press release pra escrever contra a greve geral. Mas os grevistas têm o apoio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Então pra que se importar com a posição da Acil, né?

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  • 29/04/2017, 10:21 em 10:21
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    Nada mais correto que a ACIL não apoiar essa greve, afinal ela representa a classe empresarial.

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