Tecnologia emperra e eleição para reitor da UTFPR é suspensa

O Colégio Eleitoral da Universidade Tecnológica Federal do Paraná declarou na noite de ontem que não poderá concluir a apuração dos votos da eleição para reitor que a instituição fez no dia 30 de junho. Segundo a nota de esclarecimento assinada pelo presidente do colégio eleitoral, Jair Ferreira de Almeida, a chave de criptografia que permitiria o acesso aos votos não funcionou em algumas urnas (não foram apuradas 19 das 39 urnas). “Sendo assim, este Colégio Eleitoral dá por encerrada a suspensão temporária da apuração e deixa de apresentar o resultado da consulta”, escreveu.

Com isso a eleição para reitor da instituição fica em suspenso até que se encontre uma solução. A reitora em exercício Vanessa Ishikawa Rasoto fez um pronunciamento (https://www.youtube.com/watch?v=0iyAQYq3RWg&feature=youtu.be) no qual leu um texto explicando o ocorrido. Ela, no entanto, veiculou uma informação inverídica que seria a exigência para o envio dos nomes da lista tríplice ao MEC com 60 dias antes do fim do mandato do atual reitor. Isso não é verdade porque a eleição ocorre sob a égide da MP 914/2019, como foi reconhecido pelo 6ª Vara Federal de Curitiba, e ela não exige tal prazo. Vanessa Rasoto concorre à reeleição como vice da candidatura do reitor Luiz Pilatti.

Isso causou receio no grupo que concorre contra os atuais reitor (licenciado) e reitora em exercício. Segundo o professor Antonio Gonçalves de Oliveira há o risco de se usar o argumento do prazo para inibir a realização de uma nova eleição em toda a universidade. “Nós defendemos que todos os membros da comunidade acadêmica possam votar novamente. Devemos lembrar que a eleição foi feita durante o maior temporal e com a passagem do ciclone bomba pelo Paraná e muitas cidades onde tempos campi ficaram sem luz ao longo do dia. Como a votação é eletrônica não há problema em abrir para que todos votem novamente. Aliás, para se falar em democracia de fato é preciso ouvir e respeitar a vontade da comunidade”.

Essa incerteza quanto ao pleito fez com que o candidato Marcos Schiefler Filho também fizesse um pronunciamento na noite de ontem (https://www.youtube.com/watch?v=F-iafBRtSsw). Para ele há o risco de manipulação do processo para que apenas uma parte da comunidade vote novamente, excluindo-se a outra metade. 

O sistema de votação já havia sido objeto de controvérsia anteriormente, tanto que a oposição protocolou vários problemas possíveis, mas eles foram totalmente desconsiderados pelo colégio eleitoral.  Entre as alegações estava o fato de que o sistema para a votação virtual Helios Voting não ofereceria a segurança necessária em termos eleitorais para uma eleição do porte da que seria realizada na UTFPR.

Segundo Schiefler é preciso rever toda a eleição pois tanto o temporal ciclone bomba que assolou o estado do Paraná, quanto a falha do sistema causaram um grande prejuízo a todo o processo. “Precisamos de uma eleição em que seja possível confiar no resultado para dar legitimidade ao próximo reitor. Não podemos ser apressados e descuidados com esse processo, ainda mais agora. É preciso uma eleição isenta. Não existe meio resultado. Não pode existir meia eleição”, afirmou Schiefler.

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