Toma lá dá cá

Carlos Ayres Britto, ex-presidente do STF

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ISTOÉ – A quanta imoralidade a democracia brasileira vai resistir? 
Britto – Esse é uma fragilidade da nossa democracia: improbidade administrativa. Mas temos condições de fechar o ciclo da corrupção. Veja, temos dois blocos. Um que é o governo e o outro que impede o desgoverno (PF, MP, Judiciário). Só se o 2ª também entrar em disfunção é que teremos um colapso cardíaco e precisaremos de nova Assembleia Constituinte. Estamos longe disso.
ISTOÉ – Qual lição tiramos da crise? 
Britto – De que legitimidade política tem duas dimensões. A 1ª como pré-requisito de investidura no cargo. A 2ª implica em permanente requisito de desempenho. Por isso, impeachment não é golpe.

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