Tribunal mantém afastamento de vereadores de Londrina

Do G1

Os vereadores de Londrina, no norte do Paraná, Rony Alves (PTB) e Mário Takahashi (PV), réus na Operação Zona Residencial 3 (ZR3) e investigados por quebra de decoro parlamentar, vão continuar proibidos de exercer os mandatos até janeiro de 2019.

O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) negou o habeas corpus com pedido de liminar para que fosse suspensa a decisão do juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina que prorrogou os afastamentos por 180 dias.

Inicialmente o prazo venceria em 24 de julho, mas o juiz Délcio Miranda entendeu ser necessária a prorrogação por mais esse período. Os dois vereadores recorreram ao Tribunal e, na sexta-feira (17), saíram as decisões negando os recursos.

Nas decisões, o desembargador José Mauricio Pinto de Almeida ressalta que não se pode esquecer da gravidade dos fatos e tomar as devidas precauções.

“Vereador eleito pela sociedade londrinense, que agora se mostra denunciado por integrar organização criminosa e participar de atos de corrupção -, que atingem prontamente à administração pública municipal e a sociedade londrinense que tanto assim confiou o cargo eletivo a ele, e, tudo isso, em detrimento de benefícios e regalias pessoais”, diz um trecho da decisão.

A defesa de Mário Takahashi disse que vai recorrer dessa decisão.

Investigação do Gaeco

Os dois vereadores são réus na Operação Zona Residencial 3 (ZR3), que apura um suposto esquema de pagamento de propina para mudanças de zoneamento na cidade. Eles respondem por corrupção passiva e organização criminosa e negam as acusações. (leia mais)

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