UEL perdeu a oportunidade de ser pioneira em Ensino à Distância

Olha, às vezes a Universidade Estadual de Londrina dá umas pisadas no tomate.

Esta história é uma delas.

Relembra o jornalista Naym Libos, em sua coluna no jornal Impacto sobre a oportunidade que a Universidade perdeu de ser pioneira no ensino à distância e faturar fortunas que poderiam ser reinvestidas na instituição.

Veja o que escreveu Libos

Sempre comento nesta coluna a injustiça praticada contra a UEL, Londrina e, principalmente, com seu ex-reitor, professor Jackson ProençaTesta (foto) – (1994-2001) – criador do EAD – (Ensino à Distância) que conquistou universidades estaduais, federais e particulares no Brasil e até no exterior.
Nos anos 90, então reitor da UEL, Testa encaminhou ao Conselho Universitário (CU) seu projeto de ensino à distância, gratuito e disponível na internet, cobrando apenas a taxa de inscrição que reverteria em benefício da universidade para custeio e manutenção da instituição. E o que aconteceu? O conselho, comandado por petistas simplesmente recusou a proposta. O recurso foi levar para a UNOPAR – Universidade do Norte do Paraná, ensino particular e pago, com a inclusão do EAD em seu currículo passou a valer cerca de R$ 1,3 bilhão. Com isso, UEL perdeu.
Quem viveu a UEL nos anos 90 sabe do patrulhamento ideológico lá existente (e que ainda existe). O prestígio do reitor Jackson Proença Testa crescia pelo seu desempenho. Criou o Vestibular de Inverno, no meio do ano, beneficiando vestibulandos e a própria cidade; fundou o restaurante universitário (RU) e construiu com madeira peroba rosa uma capelinha réplica da primeira catedral de Londrina que se tornou atração como patrimônio histórico; cuidou da manutenção do Campus entre outras realizações. Porém, este pensamento de vanguarda na administração rendeu oposição política dentro da universidade.
(Jornal Impactopr – edição de 20/10 – coluna de Londrina na página 23 – www.impactopr.com.br)

6 comentários em “UEL perdeu a oportunidade de ser pioneira em Ensino à Distância

  • 23/10/2017, 14:56 em 14:56
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    Quase parei de ler quando o velho inimigo do PT escreveu que o ex-reitor da UEL foi o criador do EaD. Mas segui adiante. Quando li que a UEL poderia estar ganhando muito dinheiro com o ensino à distância, decidi: chega de ler essa baboseira. Todo mundo sabe que as universidades públicas que mantêm ensino à distância não ganham dinheiro com essa modalidade de ensino porque universidades públicas não são mantidas visando o lucro. Ao contrário, as verbas que essas universidades recebem para manter cursos à distância, com frequência, desaparecem nos orçamentos dos poderes responsáveis pela sua distribuição. Sei do que estou escrevendo. Mas segui a leitura. Aí o velho inimigo do PT sacou que o CU da UEL era controlado pelo PT na época do ex-reitor e os petistas impediram a adoção do EaD na UEL. Que bobagem! Existem razões acadêmicas SÉRIAS para universidades públicas ou privadas não oferecerem cursos à distância. Não dependem de serem petistas ou não. Aliás, velho inimigo do PT, o maior crescimento do EaD ocorreu durante os governos Lula e Dilma. Mas isso não vem ao caso…

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  • 23/10/2017, 23:04 em 23:04
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    Dick Dastardly, é você? Se comporta como ele…..

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  • 23/10/2017, 23:14 em 23:14
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    Caro Dick
    Lamentavelmente você não conhece a verdadeira história do EaD para escrever tamanha baboseira.
    1. O criador do ensino à distância, Jackson Testa, então reitor da UEL apresentou seu projeto ao Conselho e foi recusado, sob a orientação de dois conselheiros: Márcio Almeida (na época do PCB) e Ligya Pupatto (PT). Lembra?
    2. Quando o “velho inimigo do PT” mencionou a arrecadação de inscrições, com curso gratuito, seria para manutenção e conservação do Campus, com foi com o “Vestibular de Inverno” que em sua ultima edição teve mais de 23 mil inscrições e que essa mesma turminha ideológica acabou, encerrou, fechou, enquanto UEPG, UEM e UNIOESTE continuam realizando com êxito.
    3. Quais as razões acadêmicas “sérias” para não oferecerem cursos à distância?. Só você verificar o volume de propaganda do curso no Brasil todo, dá pra entender o contrário. Medo do META-4? da transparência?
    4. Sem mais delongas informo que o EaD foi criando bem antes da era petista Dilma e Lula. De que forma esses dois contribuíram com o crescimento?

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    • 24/10/2017, 13:44 em 13:44
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      Caro Naym
      Desculpe-me, senhor, mas começa mal sua resposta. Eu era criança e ia com meu pai levar seu velho rádio de sete válvulas para consertar numa oficina cujo proprietário também já era muito velho. Na parede dessa oficina, seu proprietário exibia com orgulho seu diploma de radiotécnico. Ele fizera o curso de eletrônica na modalidade conhecida hoje como EaD, nada mais do que ensino por correspondência. A escola que formou o velho consertador de rádio existe até hoje e até oferece curso superior: Instituto Monitor. Meu amigo, ensino à distância existe desde o Século XIX. Outra coisa: você colocou na conta dos petistas e reprovação do projeto do ex-reitor Testa. Disse que o CU da UEL era controlado pelos petistas. Agora você se lembrou de repartir essa responsabilidade com o dr. Márcio Almeida que nem petista era. Lembrança seletiva, né? Essa decisão com certeza deve ter levado em conta razões sérias e não filiação partidária. Aliás, até hoje se discute o papel do ensino à distância na democratização do acesso à universidade e os problemas relacionados à queda da qualidade de ensino nesses cursos. Certo?

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      • 24/10/2017, 17:52 em 17:52
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        Epa! Usei o mesmo computador que meu amigo Gotardo e me esqueci de digitar meu e-mail. Ainda bem que eu não estava xingando ninguém. O Gotardo ia querer me matar. Ele é muito diplomático. Eu sou mais durão! Eh, eh, eh! Mas é verdade, senhor Naym, se o ex-reitor Testa fosse o criador do ensino à distância, eu diria que ele devia ter tomado o elixir da vida eterna..

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  • 24/10/2017, 13:58 em 13:58
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    Paçoca, me desculpe usar tanto seu espaço democrático, mas desejo deixar mais duas palavrinhas para o contador de causos do seu blog. Caríssimo Naym, Não tenho dados precisos, mas estou certo que o MEC nunca autorizou tantos cursos na modalidade EaD como nos governos Lula e Dilma. É fato. Sei também que muitos desses cursos não passam de enganação, verdadeiros caça-níqueis do sistema educacional. E sei do que estou falando… Não entendi essa referência (pra mim completamente fora do contexto) a Meta-4. Por que eu teria medo do Meta-4? Eu queria mesmo é ser dono do Meta-4 e o governador implantar o meu software em mais quatro universidades e eu ganhar um belíssimo aditivo contratual…

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