Vazamento atinge Fux, ministro do STF

do Contraponto

Vazamentos de uma suposta delação feita pelo empresário Jacob Barata – “o rei do ônibus” que controla o transporte coletivo do Rio – implicam o ministro do STF, Luiz Fux, como destinatário de milhões em propina para influenciar numa votação em processo de interesse da Federação do Transporte fluminense. A revelação foi publicada pela revista Veja nesta sexta-feira (22).

O suposto vazamento vem sendo atribuído a procuradores do Lava Jato, em mais um embate entre a força tarefa da Operação com o STF desde que o Supremo vem adotando posturas críticas e abrindo inquéritos para apurar o que considera excessos em investigações e prisões.

Fux reagiu. Em nota divulgada logo depois da publicação da Veja, Fux lamenta o ataque “a um ministro honrado e sem máculas” e afirma que continuará “a apoiar os esforços da nação brasileira contra a corrupção, dentro da lei”.

“Publicou-se apenas uma insinuação, um ataque a um ministro honrado e sem máculas. Ministro que continuará a apoiar os esforços da nação brasileira contra a corrupção, dentro da lei. E que continuará um defensor perpétuo da liberdade de imprensa, mesmo quando ela erra.”

Sobre a suposta denúncia de Jacob Barata, de que um ex-assessor do ministro teria recebido propina, ele acrescentou, a nota de Luiz Fux diz:

“Ela se baseia não numa delação, mas numa proposta de delação?, ainda não aceita, em que o que promete delatar diz que ouviu falar no pagamento de uma propina, mas não sabe de quanto e nem se ela foi efetivamente paga. A própria revista menciona que só examinei a matéria que afetava a entidade [Fetranspor] numa votação, segundo a revista, com ‘decisão totalmente previsível’”.

Um comentário em “Vazamento atinge Fux, ministro do STF

  • 25/03/2019, 08:41 em 08:41
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    A delação atingir o Fux e não o Gilmar é um escárnio. Coisa armada pelo beiçola.

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