Nota Oficial do Ministério Público Federal sobre a colaboração da Odebrecht

O Ministério Público Federal, diante da nota emitida pelo Grupo Odebrecht em 22 de março de 2016, bem como da sua repercussão na imprensa, vem esclarecer:

1. não existe sequer negociação iniciada sobre acordos de colaboração com executivos ou leniência com o Grupo Odebrecht;

2. a simples manifestação dessa vontade pela imprensa, seja por indivíduos, seja por qualquer grupo empresarial investigado, não possui qualquer consequência jurídica, motivo pelo qual as investigações e atos processuais continuarão em andamento;

3. a divulgação de qualquer intenção de acordo através de imprensa fere o sigilo das negociações exigido pela lei para a celebração do acordo;

4. a simples intenção demonstrada não tem o condão de descaracterizar a contínua ação do Grupo Odebrecht em obstruir as investigações em andamento, como ficou caracterizado na recente 26ª fase da Operação Lavajato, com a tentativa de destruição de seu sistema de controle informatizado de propina;

5. o Ministério Público Federal mantém o entendimento de que acordos de leniência e de colaboração premiada somente são possíveis com o completo desvelamento, por parte dos envolvidos, dos fatos criminosos que já são investigados, além da revelação plena de outras ilegalidades que tenham cometido e que ainda não sejam de conhecimento das autoridades, e da reparação mais ampla possível de todas essas ilegalidades.

Ricardo Barros aparece com destaque na lista da Odebrecht

Do Angelo Rigon

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O deputado federal Ricardo Barros, tesoureiro-geral do PP, vice-líder da presidente Dilma Rousseff e marido da vice-governadora de Beto Richa (PSDB), Cida Borghetti (PP), aparece na relação de cerca de 200 nomes de políticos brasileiros que receberam repasses da Odebrecht.
Seu nome aparece no item 70 dos documentos apreendidos na casa de Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, conhecido como BJ, na fase Acarajé da Operação Lava Jato.
Na planilha, Ricardo Barros aparece ao lado de outros três políticos do PP que teriam recebido R$ 850 mil. O documento tem data de 6 de setembro de 2012.(leia mais)

Ex dono da rede de lojas Dudony é condenado a 4 anos de prisão

Do Angelo Rigon

O empresário Antônio Donisete Busíquia, que foi dono da rede de lojas Dudony, foi condenado a quatro anos e cinco meses de prisão, em regime semiaberto, por crime contra a ordem tributária, em decisão de primeira instância. A informação está em reportagem de Murilo Gatti, em O Diário de hoje.
A decisão é do juiz da 4ª Vara Criminal de Maringá, Givanildo Nogueira Constantinov, que também condenou, pelo mesmo crime e com a mesma pena, o então administrador da empresa Markoeletro Comércio de Eletrodomésticos Ltda., Valter Luiz dos Santos. (leia mais)

Moro será investigado pelo CNJ

O juiz Sérgio Moro é alvo de 12 representações que pedem ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para ver se o juiz cometeu infrações. Nove representação são relativas a interceptação de um telefonema do ex-presidente Lula com a atual presidente, Dilma Rousseff, ambos do PT. Os pedidos foram apresentados por sindicatos, advogados de várias partes do Brasil e um vereador ligado ao PT. Outra representação envolve 14 senadores – entre eles Gleisi Hoffmann, Humberto Costa e Lindbergh Farias-, investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso Lava Jato.

No listão de doações da Odebrecht aparecem os nomes de mais de 200 políticos, inclusive da oposição

do UOL

Documentos apreendidos pela Polícia Federal listam possíveis repasses da Odebrecht para mais de 200 políticos de 18 partidos políticos. É o mais completo acervo do que pode ser a contabilidade paralela descoberta e revelada ontem (22.mar.2016) pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

As planilhas estavam com Benedicto Barbosa Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura, e conhecido no mundo empresarial como “BJ”. Foram apreendidas na 23ª fase da operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”, realizada no dia 22.fev.2016.

Como eram de uma operação de 1 mês atrás e só foram divulgados públicos ontem (22.mar) pelo juiz federal Sérgio Moro, os documentos acabaram não sendo mencionados no noticiário sobre a Lava Jato.

As planilhas são riquíssimas em detalhes –embora os nomes dos políticos e os valores relacionados não devam ser automaticamente ser considerados como prova de que houve dinheiro de caixa 2 da empreiteira para os citados. São indícios que serão esclarecidos no curso das investigações da Lava Jato.

Os documentos relacionam nomes da oposição e do governo: são mencionados, por exemplo, Aécio Neves (PSDB-MG), Romero Jucá (PMDB-RR), Humberto Costa (PT-PE) e Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

Do Paraná, entre outros, estão Ratinho Jr, Luciano Ducci.

A apuração é dos repórteres do UOL André Shalders e Mateus Netzel (Leia mais)

 

O momento é de bravatear: “Não haverá um dia de paz sobre o Brasil’, diz MTST

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra  e da Frente Povo sem Medo, que integra organizações ligadas a movimentos sociais afirmou categoricamente que se o impeachment da presidente Dilma acontecer e se o ex-presidente Lula dor preso “Não haverá um dia de paz sobre o Brasil. O Brasil será incendiado por greves, ocupações e mobilizações podem ocorrer”.

Sandra Graça pode ser a novidade na campanha para prefeito de Londrina

A vereadora de Londrina, Sandra Graça, agora no PRB, estuda a possibilidade de lançar-se candidata a prefeita da cidade. Sandra Graça, funcionária da Caixa Econômica Federal, comentava há meses que não queria mais ser candidata a vereadora.

Ela já havia tentado ser candidata a prefeita na eleição passada, quando estava no PP, mas foi escanteada pela então cúpula do partido na cidade.

Agora, acredita, que o momento seja mais oportuno.

Ex-secretário da Saúde de Londrina comemora resultado de julgamento do Tribunal de Justiça do Paraná

Lembra daquele concurso público realizado em julho de 2013 em Londrina para a contratação de funcionários para o Sistema de Saúde da cidade e que deu a maior confusão?

Pois bem, o Tribunal de Justiça do Paraná julgou ontem o caso do concurso da Saúde, que levou à queda do Secretário de Saúde em Londrina (Francisco Eugênio).

O recurso do MP foi negado, por unanimidade. Assim, o tribunal também entendeu não ter havido ato de improbidade.

Veja quem mudou de partido na Câmara de Londrina

Aproveitando a Janela da Traição, alguns vereadores de Londrina saltaram fora das antigas legendas.

Confira os políticos que mudaram de partido:

Sandra Graça – deixou o SD e entrou no PRB

Vilson Bittencourt – deixou o PSL e foi para o PSB

Péricles Deliberador – deixou o PMN e foi para PSC

Junior Santos Rosa – deixou o PSC e foi para o PSD

Marcos Belinati – deixou o Pros e foi para o PP

Gustavo Richa – deixou o PHS e foi para PSDB

Gaúcho Tamarrado deixou o PDT mas ainda não definiu para onde irá

Ailás, a Odebrecht tinha até um departamento de propina

A construtora Odebrecht tinha um departamento reservado para o pagamento de propinas. Uma espécie de contabilidade para realizar pagamentos ilícitos.  Pelo menos R$ 66 milhões teriam sido distribuídos a pessoas relacionadas a diversas obras e serviços, em âmbito federal, estadual e municipal. Este valor identificado teria em apenas uma das contas administradas pelo departamento de pagamento de propina da empreiteira. Entre as obras estariam: a Arena Corinthians (SP), Porto Maravilha (RJ), Canal do Sertão (AL). De acordo com o Ministério Público este seria o maior esquema de movimentação de propinas descoberta na Lava Jato. Os pagamentos ilegais continuaram mesmo após o andamento da Operação Lava Jato.

Cadeia de Arapongas está pronta para explodir

E por falar em prisão, cadeia, a imprensa e autoridades de Arapongas visitaram a cadeia local. Ela tem capacidade para 36 presos, mas abriga 200 -181 homens e 19 mulheres.

Paredes rachadas e prestes a irem ao chão, grades “remendadas”, falta de saneamento básico, falta de ventilação e alguns poucos colchões espalhados pelo chão. Estes são apenas alguns dos problemas encontrados por lá. É o caos e, a experiência mostra, que mais dia menos dias vai dar confusão da brava.

A foto e as informações são do portal Dia a Dia Arapongas.

 

Decisão da Odebrecht, mais do que reduzir a pena do patrão, é pela sobrevivência no mercado

Quem leu o post anterior, falando da delação premiada do ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht e da decisão da empresa em colaborar com as investigações da Lava a Jato pode estar se perguntando porque a empresa fez isso.

Não pense que a decisão foi tomada para “construir um país melhor”, como a nota da empresa sugere. Na verdade o que pesa é o mercado. O fato real, além óbvio de o ex-presidente da corporação poder ter a pena de 19 anos reduzida, é que o mundo inteiro ficou sabendo como a Odebrecht agia, participando de esquemas de propina etc. Com isso, certamente, mercados importantes acabaram fechando as portas para a construtora.

Aderir ao Pacto Global, da ONU, que visa mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção, em suas práticas de negócios, de valores reconhecidos nas áreas de direitos humanos, relações de trabalho, meio ambiente e combate à corrupção nada mais é do que uma tentativa clara de sobrevivência no mercado.