Tiririca diz que está abandonando a política e critica colegas

de O Globo

Eleito com mais de um milhão de votos em 2014, o deputado Tiririca (PR-SP) subiu à tribuna da Câmara nesta quarta-feira para anunciar que faria seu primeiro e último discurso, afirmando que vai “deixar a política”. Tiririca disse que deixará o Parlamento “triste para caramba” e acrescentou que o que acontece na política e também no Congresso é “vergonhoso”.

— Subo pela primeira vez e a última (à tribuna). Estou saindo triste para caramba, estou muito chateado mesmo com o Parlamento.

— Não fiz muita coisa, mas pelo menos fiz o que fui pago para fazer. O que vi nestes sete anos saio com vergonha. Mas gostaria que vocês – só um pedido de gente, de povo – olhassem mais para o povo — disse Tiririca.

  • O parlamentar disse parlamentares têm “mordomia” e ganham bem.

— Nem todos os 513 trabalham. É vergonhoso: ando de cabeça erguida porque tenho coragem, mas muitos de vocês andam disfarçados. Já vi deputados envergonhados. A gente é bem pago, R$ 23 mi limpos, tem apartamento, mordomia. Não fiz nada, mas o pouco que eu fiz, fiz de cabeça erguida. É vergonhoso, é uma vergonha — disse ele, repetidas vezes.

Nestes sete anos, Tiririca ficava no canto do plenário e sentava nas cadeiras destinadas a assessores e não nas reservadas aos deputados. Artista, tendo a profissão de palhaço, o parlamentar sempre preferiu ficar no canto, sempre aceitando tirar fotos e selfies pedidas.

Ao final do rápido discurso, ele recebeu alguns aplausos, como do colega Esperidião Amin (PP-SC).
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stest

Um comentário em “Tiririca diz que está abandonando a política e critica colegas

  • 07/12/2017, 12:30 em 12:30
    Permalink

    Outro que se desiludiu fortemente foi o Popó. Apresentava ótimos projetos com as verbas a que tinha acesso, só que para aprovar os projetos, os outros deputados exigiam que ele criasse novos departamentos de gestão dos projetos e alocasse os parentes e aliados políticos dos deputados lá pra ficarem coçando o saco e recebendo dinheiro público. Como o Popó não aceitava os projetos eram barrados e engavetados.

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