O que levou o auditor delator a mudar de ideia?

Até há poucos dias o delator da Operação Publicano, o ex-auditor fiscal Luiz Antonio de Souza, reclamava ao juiz Juliano Nanuncio que nem tudo o que estava escrito no processo teria sido dito por ele. Por isso, exigia que as gravações em video e audio dos depoimentos fossem apresentados para que ele e seu advogado pudessem comparar e comprovar que havia divergências. Chegou a dizer ao juiz que “os investigadores o gravavam indo a padaria, gravavam saindo da padaria, gravavam telefonemas de todo mundo em vários momentos de sua vida”, e questionava porque os depoimentos gravados não podiam ser apresentados pelo MP para a comparação. Reclamou em depoimento, gravado e degravado, que alguns nomes haviam sido “aliviados” na acusação.

Souza teve a delação anulada devido a uma denuncia de que continuava tentando extorquir empresários para não citar o nome deles.

Depois de meses renegociando com a Justiça, ontem foi homologada novamente a delação. Para isso, óbvio, ele se comprometeu a reafirmar tudo o que estava escrito. Mas se havia discordância em relação ao texto e ao que foi dito, o que o levou a mudar de ideia?

Ocorre que há um cheiro estranho no ar. Alguns empresários reclamam que além de terem sido extorquidos estão recebendo a mão pesada da Justiça, enquanto outros personagens influentes, recebem o beneplácito do sistema.

 

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