Série C começa dia 8 de agosto. Oremos

A Confederação Brasileira de Futebol, vulgo CBF, confirmou para o dia 8 de agosto o início da Série C, competição que o Londrina Esporte Clube, time do coração deste blogueiro, vai disputar.

Também devem começar na mesma data os campeonatos da Série A e Série B.

O o problema é que o decreto do governador Ratinho Jr, sobre a pandemia do coronavirus, proíbe todas as atividades não essenciais no Estado por duas semanas, ou seja, os times estão proibidos de treinarem.

O LEC estreia no Brasileiro da Série C contra o Criciúma. O jogo está previsto para o Estádio do Café.

Porém, como tudo hoje em dia neste país de meu Deus, o time que o técnico Alemão colocará em campo é uma imensa incógnita.

Oremos.

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O Estádio do Café é obsoleto e precisa ser licitado para a iniciativa privada

Vou levar umas pedradas com o comentário que farei agora.

Há algumas décadas, quando o futebol era um esporte semiamador – nem sei se melhorou muito pra falar a verdade – as prefeituras, para agradar seus cidadãos, construíam estádios de futebol com dinheiro público. Muitos deles, em todo o Brasil, transformaram-se em áreas improdutivas em todos os sentidos.

A manutenção de um estádio é caríssima e, na minha opinião, não se justifica um gasto tão grande para beneficiar poucas pessoas e algumas empresas privadas.

Vejamos o caso do Estádio do Café, que eu frequento para torcer sempre para o glorioso e intrépido Londrina Esporte Clube. Ele foi construído pelo então prefeito José Richa para que o time da cidade, o Tubarão, pudesse participar do Campeonato Brasileiro  – na época, ainda no governo militar, eram mais de 80 times participando.

Hoje, sinceramente, o estádio é obsoleto. As arquibancadas ficam distantes do gramado, há graves problemas de infraestrutura, e é usado apenas e tão somente para a prática do futebol, ao contrário das modernas arenas multiuso – usadas para shows, eventos, etc, e que geram receita.

O Estádio do Café só gera prejuízo. Prejuízo que eu e você, contribuintes, pagamos.

Só para trocar o gramado – obra que será realizada no segundo semestre – serão necessários quase meio milhão de reais.

Uma hora a iluminação não funciona porque roubaram a fiação elétrica; os vasos sanitários dos banheiros, torneiras, pias, volta e meia, são furtados; as cadeiras precisam ser limpas ou trocadas quando quebram; isso sem contar a série de outros problemas que a gente nem fica sabendo.

O Londrina, quando tem calendário cheio, joga no máximo umas duas ou três vezes por mês no local. O outro time, a Portuguesa, menos ainda.

E quem paga a conta? Eu e você.

Hoje o futebol é gerido por empresas, que buscam o lucro e estão certas. Não há nada de errado em empreender e buscar lucro.

Porém, não se justifica mais uma cidade manter um estádio que beneficia empresas privadas. Elas ficam apenas com o bônus. O ônus é rateado com toda a população, inclusive com todos os que nem gostam de futebol.

É sempre uma discussão complicada, mas o ideal seria o estádio ser licitado e entregue à iniciativa privada, que poderia fazer as melhorias necessárias – ate construir um novo mais moderno e viável – e explorá-lo adequadamente.

Enquanto o estádio estiver nas costas da prefeitura, dificilmente sobrará dinheiro suficiente para modernizá-lo, até pelo motivo óbvio, há inúmeras outras prioridades na frente.

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O Londrina continua 100% na Série C. Veja os gols

E o Londrina Esporte Clube faturou o Guarani, de Campinas, por 2 a 1 – gols de Zé Rafael e Dirceu, para o LEC e Fumagali para o Guarani.

Não foi um jogo brilhante do Londrina, mas foi o suficiente para manter a invencibilidade na competição. O LEC abriu o placar com uma arrancada fenomenal de Zé Rafael, um dos novatos do Tubarão. Como diz o Zé Ruela, ele foi indo, foi indo e acabou fondo, fazendo um golaço.

De novo a decepção foi Celsinho, que entrou no campo na metade do segundo tempo, mas não entrou no jogo.

O problema é que, mesmo com um jogador a mais – Serginho, do Bugre, foi expulso depois de fazer uma falta sem bola em Germano – o time alviceleste recuou e permitiu a pressão do time da casa. Mais uma vez o goleiro Vitor salvou a pátria azul e branca, fazendo ótimas defesas.

Fumagali, do Guarani, com quase o “dobro” da idade de Celsinho, e com certeza com mais do que o dobro da disposição do atleta londrinense, mostrou comprometimento e quase complicou a vida do Londrina, empatando o jogo numa bobeira de marcação de Diogo Roque.

Mas lá estava o zagueiro Dirceu para resolver a questão. Subiu de cabeça e balançou de novo a rede do Guarani.

*E, melhor ainda, ganhei duas garrafas de cerveja do torcedor do Guarani – sim, são poucos, mas existem – o jornalista Guilherme Vanzela.

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