
A China se tornou o maior parceiro comercial do Estado de São Paulo em 2025, e vem mantendo o posto em 2026. Antes, o país que dominava as relações comerciais com os paulistas era os Estados Unidos.
Em 2025, a balança comercial paulista (soma de importações e exportações) com a China foi de US$ 30,7 bilhões, ante US$ 27,3 bilhões com os EUA.
No ano anterior, os EUA haviam negociado US$ 26,3 bilhões com o Estado, enquanto a China havia atingido US$ 24,7 bilhões. Ou seja: o volume de comércio com os EUA não encolheu, mas as trocas com a China cresceram mais. Os negócios com os asiáticos aumentaram 24,2% entre 2024 e 2025, enquanto com os americanos cresceram apenas 3,9%.
A alta com a China foi puxada pelo aumento de importações, que subiram quase 30%, de US$ 16,2 bilhões em 2024 para US$ 20,9 bilhões em 2025. Os principais produtos trazidos do país foram plataformas de petróleo e itens relacionados, celulares e suas peças e herbicidas.
As exportações paulistas para a China subiram 14,6% no mesmo período, e atingiram US$ 9,7 bilhões. Os produtos mais vendidos foram petróleo, carnes bovinas e soja.
Já as exportações paulistas para os EUA caíram 2,2% de um ano para o outro, e as importações subiram 10,2%. São Paulo vende principalmente aviões, suco de laranja e petróleo bruto para os EUA. As maiores compras dos americanos foram de óleo diesel, medicamentos e turborreatores.
Em 2025, os Estados Unidos, sob comando de Donald Trump, impuseram uma série de tarifas a produtos brasileiros, que chegaram a 50%. Depois, foram anunciadas isenções e houve suspensões de tarifas na Justiça, mas parte das taxas permanece em vigor.
Os dados da balança comercial são da plataforma Comex Stats, do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), e levam em conta o critério de UF do produto, ou seja, o destino final das importações e o local de saída das exportações, independentemente do domicílio fiscal das empresas.
Nos dois primeiros meses de 2026, a tendência se mantém. A balança comercial com a China somou US$ 4,1 bilhões e com os EUA atingiu US$ 3,7 bilhões.
A liderança chinesa, no entanto, não é inédita. Em 2021 e 2023, os chineses lideraram os negócios com os paulistas. Nos outros anos, os EUA mantinham a liderança. A China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009, quando ultrapassou os Estados Unidos.
Cônsul vê espaço para mais parcerias
Em um evento na quarta-feira, 25, em São Paulo, o cônsul-geral da China na cidade, Yu Peng, destacou o avanço do comércio entre a China e São Paulo.
“O desenvolvimento da China não pode ser separado do mundo, e a prosperidade do mundo também precisa da China. São Paulo e os três estados do sul, como polos econômicos importantes do Brasil, possuem uma base de cooperação sólida e amplas perspectivas de desenvolvimento com a China”, afirmou.
“As economias da China e do Basil são altamente complementares, e o potencial de cooperação é imenso. Estamos dispostos a aprofundar ainda mais a confiança mútua, inovar na cooperação, ampliar os intercâmbios e injetar mais energia positiva no desenvolvimento de ambos os países.”















3 comentários
Zezinho da Silva
Afinal de contas, China é comunista ou “comunista”. Tanto faz, a China, desde a revolução comandada por Mao Zedong, não é comandada por oligarquias econômicas nem por famílias reais. E Mao Zedong, que não é comunista entre aspas, era um comunista oriental, isto é, a síntese ideológica entre a teoria marxista e a sabedoria milenar do oriente. Verdade, o presidente da China é eleito indiretamente pelo CNP, no entanto, que maravilha!, o CNP tem escolhido os melhores e mais competentes comandantes do país. Por isso a China hoje é uma potência econômica que oferece condições excepcionais ao seu povo. Que diferença do Brasil! Durante todos os anos da ditadura militar, período em que o Brasil só teve presidentes eleitos indiretamente, nós tivemos sempre os piores administradores e os mais devotados à prática do terrorismo de estado no Brasil. Economicamente o Brasil, nesse período, só teve miséria e nenhum avanço econômico, social e cultural a favor do povo.
Genildo
E eu aqui querendo entender as aspas no comunista em matéria divulgada pela “imprensa” “independente”.
Sério isso?
Será que vamos ter que continuar a nos informar pelas “tias do zap”?
Jornalismo é tão irrelevante que até o SFT reconheceu que não depende de diploma para exercer a função.
“Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, no julgamento do Recurso Extraordinário nº 511.961/SP, que a exigência do diploma de jornalismo e do registro profissional no Ministério do Trabalho é inconstitucional, pois violava a liberdade de expressão e o direito à informação garantidos pela Constituição Federal de 1988. Antes disso, o Decreto-Lei nº 972/1969 exigia diploma como requisito para exercer a profissão, mas essa norma não foi recepcionada pela Constituição de 1988.”
Alguém pode me apresentar algum chinês que tenha votado para presidente?
O presidente da China é eleito indiretamente pelo Congresso Nacional do Povo (CNP), o legislativo chinês, em uma votação geralmente unânime que formaliza a escolha prévia do Partido Comunista Chinês (PCC). O líder máximo acumula três cargos principais: Secretário-Geral do PCC, Presidente da Comissão Militar Central e Presidente do Estado, com um mandato de cinco anos.
Raul Barreto
O presidente ditador, general Ernesto Geisel, fez, de bom mesmo, só a retomada das relações diplomáticas e comerciais com a China comunista. Quando Geisel fez esse movimento, que a extrema direita até hoje odeia (mas adora faturar em cima da China), o líder supremo da China era Mao Tsé-Tung (hoje Mao Zedong), presidente do PCC de lá. Nesse caso, Partido Comunista Chinês. É bom o brasileiro pensar bem em quem votar nas próximas eleições. Há duas propostas: a do atual governo que é negociar de forma soberana com a China e com o resto do mundo. A outra proposta, do candidato da extrema direita, é privilegiar relações com os Estados Unidos. Quando escrevo privilegiar, na verdade, é se arrastar como um cão sarnento atrás do que restar do imperialismo em decadência norte-americano.