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Cláudio Osti

Pelé é Pelé! Sem comparações, por favor

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Pelé é Pelé! Sem comparações, por favor

Por Marcelino Jr

Comparar Messi, Cristiano Ronaldo, Maradona e outros menos importantes com Pelé é ofender a memória do Rei. Dizem que Pelé não se adaptaria ao futebol atual, moderno, mas é o contrário: não só se adaptaria como, se a contagem ainda estivesse aberta, com certeza já teria mais de 1.500 gols!

Para quem jogou nos tempos do Eterno, jogar hoje seria uma maravilha!

Como diz o leitor José Cláudio de Paula, gostaria de ver, sim, os jogadores de hoje jogando nos campos esburacados que Pelé jogou; chutar as bolas pesadas que Pelé chutou; viajar nos ônibus desconfortáveis que Pelé viajou; voar nos aviões trepidantes que Pelé voou e enfrentar os poderosos times que Pelé enfrentou. Ah, e ainda vestir as camisas pesadas de suor que o Pelé vestiu e calçar as chuteiras “de chumbo” que o Pelé calçou. Mesmo com todas estas condições, o homem marcou 1.283 gols!

Em tempo: “Pelé” é hoje um adjetivo dicionarizado no Michaelis. Pelé quer dizer “algo ou alguém excepcional, incomparável, único ou que é tão fora do comum que não pode ser igualado a nada ou a ninguém”.

Só isso!

Ayrton Senna era o pelé das pistas.
Michael Jordan era o pelé do basquete.
Novak Djokovic era o pelé do tênis.
Marta era a pelé do futebol feminino.
Muhammad Ali era o pelé do boxe.
Oscar e Hortência eram os pelés do basquete brasileiro.

Mas, porém, todavia e contudo, e como efeito didático e gramatical – e com o perdão do trocadilho e do contraditório –, podemos até dizer que Messi e CR7 são, no máximo, os pelés do futebol atual.

Marcelino Jr. é Jornalista em Londrina

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2 comentários

  • O mala do Neymar não consegue fazer o básico, que é ajudar o Santos a sair da lanterna do Campeonato Brasileiro, e ainda tem quem fale em Copa de 2030. Pelo que mostra em campo hoje, é um engodo.
    Jogou menos de meio tempo nas duas participações na Copa.

  • A única certeza, infelizmente, é que ele seria mais um daqueles casos em que um prodígio é vendido para algum clube europeu na mais tenra infância e assim que completasse 18 anos, montaria num avião rumo ao velho continente, onde ele faria uma carreira meteórica, mas seus pés lendários raramente tocariam os gramados tupiniquins, e ele permaneceria uma figura distante, com quem o povo brasileiro na melhor das hipóteses criaria aquela identificação vaga, terciária, assim como teve com o Neymar, e como está tendo com o Vinícius Júnior. Seus jogos seriam vistos por poucos em transmissões de internet e canais pagos, e pessoalmente, menos ainda teriam o privilégio de ver a lenda ao vivo durante seu ápice.

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